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sábado, 7 de fevereiro de 2015

Mais um round na luta do PT ... para convencer a sociedade brasileira que não fizeram nada de errado em 12 anos de poder

VEJA: Empreiteiras querem levar Lula e Dilma à roda da Justiça

Com os processos da Operação Lava-Jato a caminho das sentenças, as empreiteiras querem Lula e Dilma junto com elas na roda da Justiça
Há quinze dias, os quatro executivos da construtora OAS, presos durante a Operação Lava-Jato, tiveram uma conversa capital na carceragem da polícia em Curitiba. Sentados frente a frente, numa sala destinada a reuniões reservadas com advogados, o presidente da OAS, Léo Pinheiro, e os executivos Mateus Coutinho, Agenor Medeiros e José Ricardo Breghirolli discutiam o futuro com raro desapego. Os pedidos de liberdade rejeitados pela Justiça, as fracassadas tentativas de desqualificar as investigações, o Natal, o réveillon e a perspectiva real de passar o resto da vida no cárcere levaram-nos a um diagnóstico fatalista. Réus por corrupção, lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa, era chegada a hora de jogar a última cartada, e, segundo eles, isso significa trazer para a cena do crime, com nomes e sobrenomes, o topo da cadeia de comando do petrolão. Com 66 anos de idade, Agenor Medeiros, diretor internacional da empresa, era o mais exaltado: “Se tiver de morrer aqui dentro, não morro sozinho”.

A estratégia dos executivos da OAS, discutida também pelas demais empresas envolvidas no escândalo da Petrobras, é considerada a última tentativa de salvação. E por uma razão elementar: as empreiteiras podem identificar e apresentar provas contra os verdadeiros comandantes do esquema, os grandes beneficiados, os mentores da engrenagem que funcionava com o objetivo de desviar dinheiro da Petrobras para os bolsos de políticos aliados do governo e campanhas eleitorais dos candidatos ligados ao governo. É um poderoso trunfo que, em um eventual acordo de delação com a Justiça, pode poupar muitos anos de cadeia aos envolvidos. “Vocês acham que eu ia atrás desses caras (os políticos) para oferecer grana a eles?”, disparou, ressentido, o presidente da OAS, Léo Pinheiro. Amigo pessoal do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos tempos de bonança, ele descobriu na cadeia que as amizades nascidas do poder valem pouco atrás das grades.
Na conversa com os colegas presos e os advogados da empreiteira, ele reclamou, em particular, da indiferença de Lula, de quem esperava um esforço maior para neutralizar os riscos da condenação e salvar os contratos de sua empresa. Léo Pinheiro reclama que Lula lhe virou as costas. E foi dessa mágoa que surgiu a primeira decisão concreta do grupo: se houver acordo com a Justiça, o delator será Ricardo Breghirolli, encarregado de fazer os pagamentos de propina a partidos e políticos corruptos. As empreiteiras sabem que novas delações só serão admitidas se revelarem fatos novos ou o envolvimento de personagens importantes que ainda se mantêm longe das investigações. Por isso, o alvo é o topo da cadeia de comando, em que, segundo afirmam reservadamente e insinuam abertamente, se encontram o ex-presidente Lula e Dilma Rousseff.
Nas peças de defesa apresentadas à Justiça, os advogados afirmam que o esquema bilionário de corrupção era eminentemente político, tal e qual o mensalão. Ricardo Pessoa, dono da UTC e indicado como o chefe do clube montado pelas empreiteiras na Petrobras, já ensaiou apontar para a presidente Dilma, cuja campanha recebeu doações de várias das empreiteiras sob investigação. Num manuscrito revelado por VEJA há três semanas, ele se queixava do abandono, assim como os executivos da OAS, e, em tom de ameaça, dizia que o tesoureiro da campanha de Dilma, o petista Edinho Silva, “está preocupadíssimo” com os rumos da investigação.
Edinho-Silva
O empreiteiro dono da UTC contou a amigos o que exatamente estaria deixando Edinho Silva “preocupadíssimo”.
De acordo com Pessoa, a oito dias do segundo turno da eleição presidencial, ele teve uma reunião, em São Paulo, com Luciano Coutinho, presidente do BNDES. Pessoa tentava viabilizar um financiamento adicional do banco estatal para o consórcio que administra o Aeroporto de Viracopos, do qual a UTC faz parte. Teria se passado nessa reunião, segundo o relato de Pessoa, um fato que, se comprovado, seria o único deslize conhecido de Luciano Coutinho em oito anos à frente do BNDES. O empreiteiro conta que Coutinho disse que ele seria procurado por Edinho Silva, tesoureiro da campanha de Dilma.
Pouco tempo depois, o tesoureiro fez contato. Ele estava em busca das últimas doações para saldar os gastos do comité de campanha da presidente. A VEJA, Luciano Coutinho confirmou a reunião com o dono da UTC, mas negou que tenha feito a recomendação. Depois da visita de Edinho, efetivamente, a UTC doou mais 3,5 milhões de reais ao comité de Dilma e ao diretório do PT — que se somaram aos 14,5 milhões de reais dados no primeiro turno, conforme acerto com João Vaccari Neto, tesoureiro do PT.

Mais do mesmo... O Cinismo convive bem com a governança do Brasil.. / Na revista Istoé

sábado, fevereiro 07, 2015


MAIS UMA BOMBA CONTRA LULA E O PT, ENQUANTO ISSO MARCOS VALÉRIO ESTARIA APANHANDO MUITO NA PRISÃO.

Mais uma reportagem bomba. Agora é a revista ISTOÉ que revela mais uma história escabrosa envolvendo um amigão de Lula que, segundo a revista obteve um empréstimo de R$ 12 milhões via Banco Schahin. A dinheirama era para calar a boca de um grandalhão que ameaçava contar tudo sobre o assassinato do ex-prefeito petista Celso Daniel, envolvendo Lula e os ex-ministros José Dirceu e Gilberto Carvalho. A revelação da reportagem reforça a denúncia de Marcos Valério feita em 2012. Valério está preso na Papuda. O site O Antagonista afirma saber que Marcos Valério apanha muito na prisão. Leiam:
Relatório inédito do Banco Central anexado a um inquérito da Polícia Federal, obtido com exclusividade por ISTOÉ, revela que o pecuarista José Carlos Marques Bumlai, amigo do ex-presidente Lula, obteve em outubro de 2004 um empréstimo de R$ 12 milhões junto ao Banco Schahin. O documento desmonta a versão de Bumlai de que nunca havia contraído financiamento do banco e reforça denúncia do publicitário Marcos Valério feita em 2012. Naquele ano, em depoimento ao Ministério Público Federal, o operador do mensalão afirmou que o pecuarista intermediou uma operação para comprar o silêncio do empresário de transportes Ronan Maria Pinto. Segundo Valério, Ronan ameaçou envolver o ex-presidente Lula, e os ex-ministros José Dirceu e Gilberto Carvalho no assassinato do então prefeito de Santo André Celso Daniel. Valério tentava um acordo de delação premiada e disse ainda que, como contrapartida ao empréstimo a Bumlai, a Schahin foi recompensada com contratos bilionários de arrendamento de sondas para a Petrobras. Os contratos estão na mira da Operação Lava Jato, que incluiu a Schahin no inquérito aberto para apurar o esquema de pagamento de propina e desvios na Petrobras, conforme antecipou ISTOÉ em sua última edição.

AS PRIMEIRAS REVELAÇÕES: operador do mensalão, Marcos Valério contou ao Ministério Público que o empréstimo foi necessário para proteger Lula, José Dirceu e Gilberto Carvalho.
Amigo de Lula, o empresário José Carlos Bumlai sempre negou o empréstimo de R$ 12 milhões confirmado agora por documentos do Banco Central (acima) obtidos por ISTOÉ -Clique sobre a imagem para vê-la ampliada
No documento do BC, datado de 7 de agosto de 2008, Bumlai aparece numa lista de 24 devedores do Banco Schahin beneficiados com empréstimos concedidos de forma irregular, “sem a utilização de critérios consistentes e verificáveis”. Para liberar a bolada, o Banco Schahin burlou normas e incorreu em seis tipos de infrações diferentes. Desconsiderou, por exemplo, a apresentação pelo cliente de dados cadastrais completos e atualizados, não procedeu qualquer análise da capacidade financeira de Bumlai ou mesmo de seus avalistas. Em outras palavras, o empréstimo milionário ao amigo de Lula foi liberado sem as garantias exigidas de qualquer cidadão comum.
Ainda assim, quando Valério revelou a operação, Bumlai poderia ter admitido o empréstimo e alegado outro destino para o dinheiro. Mas preferiu dizer que nunca teve nada a ver com o Banco Schahin. Todos os citados por Valério adotaram a mesma estratégia. Questionado novamente, Bumlai, por meio de seu advogado, negou “qualquer envolvimento com os fatos objeto de depoimento de Marcos Valério”. E o grupo Schahin classificou o caso como “uma rematada mentira que jamais foi comprovada”.
Não bastasse a inobservância das regras para a concessão do empréstimo a Bumlai, o Banco Schahin, segundo o documento do Banco Central, maquiou o nível de risco da operação, classificando-a como “B”, quando na verdade era “E”, de acordo com a análise do BC. O ranking de risco do mercado financeiro obedece a uma escala crescente de nove níveis, começando em AA, praticamente nulo, e depois seguindo de A até H, o pior. Ao classificar o empréstimo com nível de risco inadequado, o Schahin “constituiu provisão insuficiente para fazer face às perdas prováveis”, informou o Banco Central. Além de apontar inúmeras deficiências nos controles internos da área de crédito bancário, o BC ainda determinou um ajuste contábil de R$ 108,7 milhões.
Não à toa Bumlai foi escolhido, segundo Marcos Valério, para ser um dos pontas de lança da operação. Pecuarista oriundo da região Centro-Oeste, o empresário foi apresentado ao ex-presidente Lula pelo ex-governador de Mato Grosso do Sul Zeca do PT. A afinidade foi tanta que uma das fazendas de Bumlai serviu de palco para um dos programas da campanha de Lula em 2002. Com a ascensão de Lula à Presidência, Bumlai passou a desfrutar de acesso livre no Palácio do Planalto. Era recebido sem marcar hora e tornou-se um conselheiro de Lula para o agronegócio. Por indicação do ex-presidente, integrou o chamado Conselhão do governo – Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. Clique AQUI para ler a reportagem na íntegra

Dilma, presidente do Brasil e Lula, presidente da América Latina, investem na Bolívia... com dinheiro do Petrolão/ blog de Aluizio Amorim

http://aluizioamorim.blogspot.com.br/2015/02/petrobras-do-petrolao-investe-us-1.html

sábado, fevereiro 07, 2015


PETROBRAS DO PETROLÃO INVESTE US$ 1 MILHÃO DE DÓLARES EM PROJETOS SOCIAIS NA BOLÍVIA

Clique sobre as imagens para vê-las ampliadas
Depois de ser expropriada em 2006 pelo governo do índio cocaleiro Evo Morales, o tiranete da Bolívia, a Petrobras não só continua atuando naquele país, já que o Brasil importa gás boliviano, mas foi destaque na imprensa local na semana que passou. 

O jornal bolivano La Razón, em sua edição do dia 1º de fevereiro deste ano de 2015, revela que a Petrobras acaba de investir 1 milhão de dólares em "projetos sociais", naquele país beneficiando cerca de 3 mil famílias.

O fato indica que apesar da roubalheira criminosa na esteira do escândalo do petrolão o PT continua agindo como se nada tivesse ocorrido, tanto é que a estatal aplica num país estrangeiro 1 milhão de dólares, logo na Bolívia onde o 'companheiro' de Lula e da Dilma estatizou todas as instalações da Petrobras em território boliviano sem qualquer indenização e ficou o dito pelo não dito.

Lula, então Presidente da República, inclusive justificou a ação do 'cumpanhêro Evo': “Não tem crise Brasil-Bolívia. Existirá o ajuste necessário de um povo sofrido e que tem o direito de reivindicar maior poder sobre a riqueza que tem”, conforme o noticiário veiculado naquela época.

Supõe-se que a expropriação pela Bolívia das propriedades e equipamentos da Petrobras naquele país tenha sido o primeiro teste do tal projeto "Pátria Grande", ao qual aludia frequentemente o finado caudilho Hugo Chávez e demais tiranetes cucarachas, como Cristina Kirchner. 

Esse tal projeto "Pátria Grande" é um arremedo da ex-URSS e que vem sendo levado a efeito pelo Foro de São Paulo. Significa a transformação de todos os países latino-americanos em repúblicas comunistas unificadas, espécie de bloco soviético cucaracha articulado pela Unasul, cuja sede foi recentemente inaugurada no Equador.

Neste caso, a expropriação da Petrobras nas terras de Evo Morales faz sentido, como também faz sentido a sangria da Petrobras e o recente investimento feito justamente na Bolívia.

Resta saber agora a quantas anda o BNDES que tem feito aplicação de dinheiro público brasileiro em diversos países, como em Cuba, onde financiou a construção majestoso porto de Mariel construído pela empreiteira Odebrecht.

Concluindo, resta indagar: por que tudo isso que está acontecendo não é veiculado pela grande mídia brasileira? Por que a existência e ação do Foro de São Paulo são solenemente ignoradas não só pela grande imprensa como também pela oposição? 

Papa Francisco sabe das coisas... / O Tempo

EM ASSEMBLEIA

Papa defende que mulheres sejam 'protagonistas' na vida religiosaA declaração foi dada durante um encontro no Vaticano com membros do Conselho Pontifício de Cultura

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Papa Francisco
Papa Francisco defende que mulheres
PUBLICADO EM 07/02/15 - 12h07
O papa Francisco defendeu neste sábado (7) que a Igreja Católica crie condições para que as mulheres se sintam protagonistas, e não convidadas, enquanto participam da vida social e religiosa.
A declaração foi dada durante um encontro no Vaticano com membros do Conselho Pontifício de Cultura, que concluiu neste sábado uma assembleia que debateu a condição das mulheres.
"O tema é importante. Se trata de estudar formas novas para que as mulheres se sintam não convidadas, mas participantes plenas nos âmbitos da vida social e religiosa. Esse é um desafio inadiável", disse.
"Há algum tempo, está ficando para trás, ao menos nas sociedades ocidentais, o modelo de subordinação da mulher ao homem", comentou Francisco. "O novo paradigma é de reciprocidade e equivalência", defendendo a complementaridade do homem e da mulher.
Ainda assim, prosseguiu o papa, há muito trabalho a fazer, pois ainda existem "muitas formas de escravidão, mercantilização e de mutilação dos corpos das mulheres".
O pontífice pediu um compromisso para derrotar "essa forma de degradação que reduz as mulheres a um mero objeto de venda."
Francisco concluiu o discurso destacando o papel "insubstituível" da mulher na família e defendeu que elas tenham melhores condições de se dividirem entre seu papel familiar e as demais atividades na sociedade.

"Que país é esse...?" / Demétrio Magnoli em Instituto Millenium / Entrevista


Demétrio Magnoli sobre a política de cotas raciais: “O Supremo eliminou o artigo 5º que dispõe sobre a igualdade dos cidadãos perante a lei. “

Apesar da aprovação por unanimidade pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), a política de reserva de vagas para estudantes negros está longe de alcançar um consenso na sociedade brasileira.
Para esclarecer alguns dos aspectos que permeiam a questão das cotas, como o desrespeito ao princípio da igualdade jurídica, a ameaça de popularização do racismo e a possível extensão do sistema para o funcionalismo público e para o mercado de trabalho, o Instituto Millenium ouviu a opinião do sociólogo Demétrio Magnoli.
Instituto Millenium: O senhor acredita que a aprovação da política de cotas raciais na Universidade de Brasília (UnB) por unanimidade no Supremo Tribunal Federal (STF) representa um retrocesso para legislação brasileira, por quê?
Demétrio Magnoli: 
Não é apenas um retrocesso. Normalmente, as cortes constitucionais interpretam o texto da Constituição. Nesse caso, não havia nada a ser interpretado, porque a letra do texto era nítida e direta. O que o Supremo fez foi mudar a Constituição, sem dizer isso.
Na verdade, o Supremo eliminou o artigo 5º que dispõe sobre a igualdade dos cidadãos perante a lei. Junto com isso foram eliminados outros artigos como aquele que dispõe sobre o acesso ao ensino superior que, de acordo com a Constituição, será feito através do mérito.
Isso deveria nos levar a uma pergunta crucial que é por que o Supremo fez isso e por que fez isso por unanimidade?
Imil: O Sr. tem uma resposta para essa questão?
Magnoli: 
A medida revela a fraqueza do princípio da igualdade perante a lei no Brasil. Na história do Brasil esse é um princípio fraco porque somos um país cuja formação política se deu com base nas relações pessoais e porque foi abandonado pelas principais correntes políticas do país. O princípio de igualdade foi abandonado pela esquerda e também pelas correntes liberais e democráticas.
Formou-se um consenso na elite política, não estou falando em consenso nacional e nem da população, de aceitação da eliminação do princípio de igualdade perante a lei. Acho que o Supremo reflete o espírito de um tempo onde a elite política quase como um todo tem moldado a ideia da raça.
O que eu tento fazer é apontar um caminho de reflexão. Seria importante notar o contraste entre o que fez o Supremo e o que fizeram cortes constitucionais de outras democracias diante da questão das cotas raciais.
Na Índia, pouco depois da independência, tiveram início processos de cotas para as castas. Essas propostas foram barradas pela corte constitucional indiana obrigando o Congresso a relativizar o princípio da igualdade perante a lei, introduzindo uma clausula racial na Constituição indiana. Recentemente, a Suprema Corte Americana barrou as políticas de preferência racial de modo geral.
Imil: Em uma entrevista concedida ao Canal Livre, o Sr. associa a criação de cotas raciais e a consequente divisão do povo brasileiro entre brancos e negros a uma demanda por poder político da liderança negra. O senhor poderia explicar esse argumento?MagnoliDe um modo geral, as iniciativas de políticas raciais não partiram de nenhum partido político. Elas partem das chamadas ONGs do movimento negro, com laços internacionais. E o que essas ONGs buscam é poder político, não algum tipo de redenção social. Dizer que esse tipo de política é favorável aos pobres é uma patética tentativa de justificar uma política de raças. Se alguém quisesse fazer política para os pobres passava a fazer uma política de renda.
Imil: Quais são as consequências das cotas para a área de Educação?
Magnoli: O que esta sendo feito na verdade é trocar uma série de ingressantes da universidade de cor mais clara por uma série de ingressantes de cor mais escura. Sendo os dois grupos pertencentes, de modo geral, à classe média.
Nesse caminho se violam direitos individuais, o direito de candidatos que tiraram notas melhores que outros candidatos, mas foram preteridos pelo sistema de cotas. A explicação para isso é que o direito desses indivíduos deve ser suprimido em nome de um princípio de redenção racial.
O que nos coloca num ponto chave. O Supremo substituiu uma Constituição que vê a nação com um conjunto de indivíduos por uma Constituição que vê a nação como uma coleção de grupos de raça.
Imil: O senhor acredita que haverá um avanço da política de cotas nas universidades brasileiras, isto é, universidades que ainda não adotaram o sistema como a  Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade de Campinas (Unicamp) tendem a aderir?
Magnoli: Acho que sim. Eu enfatizo o voto do ministro Marco Aurélio quando ele diz que não só as cotas são legais, como elas deveriam se generalizar. A decisão do Supremo coloca uma extraordinária pressão sobre as universidades que não adotaram o sistema de cotas raciais de algum tipo.
Isso é o ovo da serpente do racismo como princípio de mobilização popular
Imil: A política de cotas raciais pode ser adotada em outras esferas da maquina pública?
Magnoli:
 É cada vez mais provável a hipótese de generalização de cotas raciais no funcionalismo público e no mercado de trabalho privado em geral. Porque não há nenhuma diferença de natureza entre cotas raciais nas universidades e cotas raciais no mercado de trabalho e no funcionalismo público. Os mesmos argumentos que serviram para justificar as cotas nas universidades podem justificar a extensão dessa política para o funcionalismo público e para o mercado de trabalho privado. Esses serão os principais alvos das políticas racialistas nos próximos anos.
Imil: Quais seriam as consequências da generalização da política de cotas para o país?
Magnoli:
 A difusão popular do racismo. O racismo existe em todos os lugares.  Ele se torna um problema crítico quando se difunde popularmente. No Brasil existe racismo, o que praticamente inexiste aqui é o racismo como uma força mobilizadora popular.
A generalização das cotas como quer o ministro Marco Aurélio e as ONGs racialistas tende a inculcar a ideia de identidade de raça no meio do povo. Quando você generaliza as cotas o que você faz e difundir a regra segundo a qual “eu faço parte de uma raça e disso depende os meus direitos”. Isso é o ovo da serpente do racismo como princípio de mobilização popular.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Capa de Veja em 06/02/2015




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