sábado, 12 de abril de 2014

Atividade da Natureza

Potente ciclone 'Ita' alcança a costa leste da Austrália Tormenta com ventos de até 230 km/h pode provocar danos. Milhares de moradores foram para abrigos.

Viver é perigoso

Repórter do GLOBO é detido por fotografar ação da polícia na desocupação da Favela da Oi Ele foi filmado por um policial após ser imobilizado O jornalista foi levado para a 25ª DP (Rocinha), sendo liberado em seguida

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Manchetes do blog de Josias de Souza

As manchetes desta sexta 

Josias de Souza

Folha: Comitê intervém contra atrasos nos Jogos do Rio
Globo: COI intervém nas Olimpíadas do Rio
Correio: Esquema liga doleiro de petista a Cachoeira
Estado de Minas: Muita infração, pouco reboque
Jornal do Commercio: Como driblar a inflação
Zero Hora: Deputados aprovam Lei Kiss
Brasil Econômico: Ocupação em alta no país sem ganho de competitividade
Leia os destaques de capa de alguns jornais do país.

Ainda dá tempo de apreciar as flores de Holambra e o artesanato do Caminhos do Barro....! / Shopping Boulevard

A exposição das flores de Holambra e o artesanato do Caminhos do Barro 
estão no Shopping Boulevard até o dia 13 de abril

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Notícias de Brasília por Cláudio Humberto

  • 10 DE ABRIL DE 2014
    Viúva do ex-deputado federal José Janene (PP-PR), um dos pivôs do escândalo do mensalão no Congresso, Stael Fernanda Janene pode ser peça-chave na Comissão Parlamentar de Inquérito que investigará denúncia contra a Petrobras envolvendo o doleiro Alberto Youssef, preso pela Polícia Federal. A viúva reivindicaria dinheiro em conta milionária do falecido marido no exterior, da qual o doleiro teria se apossado.
  • Alberto Youssef é padrinho de um filho do Janene, de quem carregava um cheque na carteira quando foi preso pela PF, em 2001.
  • Janene teria feito a ponte entre Youssef e o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto, envolvido na compra da refinaria da Pasadena, EUA.
  • O ex-líder do PP também era fortemente ligado ao vice-presidente da Câmara, André Vargas (PT-PR), sócio de Youssef, que está preso.
  • O líder do SDD, Fernando Francischini (PR), garante que seu primeiro requerimento, se CPI for instalada, será para ouvir a “viúva explosiva”.
  • Líder da oposição na Câmara, Domingos Sávio (PSDB-MG) solicitou ao ministro Jorge Hage (CGU) informações sobre andamento e conclusão das investigações que levaram à demissão – na propalada “faxina” da presidenta Dilma em 2010 – dos ex-ministros Antônio Palocci (PT), Alfredo Nascimento (PR), Carlos Lupi (PDT), Orlando Silva (PCdoB), Wagner Rossi (PMDB), Pedro Novais (PMDB) e Mário Negromonte (PP).
  • Os ex-ministros, que foram alvos de denúncias de corrupção em 2010, saíram dos cargos, mas indicaram seus substitutos.
  • O líder da oposição questionou ainda a Controladoria-Geral da União sobre a devolução do dinheiro desviado ou apropriado indevidamente.
  • A entrevista de Lula a blogueiros amigos, terça, consagra o “jornalismo de torcida”, com direito a aplausos e até assobios na plateia.
  • Pesquisas internas do PSDB e do PMDB, em São Paulo, indicam a mesma coisa: aproximação entre o líder nas intenções de voto, Geraldo Alckmin, e seu opositor Paulo Skaf. Em uma pesquisa, 12 pontos percentuais os separam; na outra, 10. Se os números preocuparam os tucanos, deixaram eufóricos os partidários de Skaf e a turma do vice-presidente Michel Temer, que não levam a sério a pré-candidatura de Fernando Fantauzzi (PMDB).
  • Sem controle da bancada na Câmara, chefiada pelo líder Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o vice Michel Temer cancelou ontem a reunião de trabalho que ocorreria na casa do vice-governador Tadeu Filippelli (DF).
  • Citado nas investigações da Polícia Federal por ter recebido doação eleitoral intermediada pelo doleiro Alberto Youssef, o PP nacional pode desligar os ex-dirigentes Mário Negromonte e Henrique Pizzolato.
  • Relator da MP 627 no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR) deve deixar à presidenta Dilma a tarefa de remover os mais de vinte “contrabandos” enxertados pelo relator e líder Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
  • O Tribunal Superior do Trabalho multou a Petrobras em R$ 500 mil, pelo uso de uma “cooperativa de metalúrgicos” do Estado do Rio para recontratar ex-funcionários sonegando encargos trabalhistas.
  • A família do ex-presidente processa o eterno candidato Levy Fidelix (PRTB) por uso indevido do nome de Jânio Quadros em uma fundação que criou, e ainda cobra os valores que ele arrecadou.
  • Era lero-lero o complexo graneleiro de US$ 2 bilhões do grupo Chongqing Grain Group Corp em Barreiras (BA) para exportação. Em três anos só o mato cresce nos 100ha devastados, apurou a Reuters.
  • A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) fechou o plano de ação para a Copa do Mundo. O foco agora é nas Olimpíadas do Rio, em 2016. O diretor da Abin, Wilson Trezza, deve sair da agência após o Mundial.
  • …”santa CPI”: enquanto os escândalos da Petrobras entram pela porta do Congresso, dona Inflação invade nossas casas pela janela.



Câmara de Vereadores Genéricos: Brasileiro deseja viver em cidades inteligentes......

Câmara de Vereadores Genéricos: Brasileiro deseja viver em cidades inteligentes......: Mais da metade dos brasileiros deseja viver em cidades inteligentes Por Redação em  |  09.04.2014 às 14h25 Enviar por Email http:/...









Segundo os dados da pesquisa, 62% dos brasileiros gostariam de viver em uma cidade sem motoristas, onde os carros, ônibus e trens operassem de maneira inteligente e automática, sem que pessoas precisassem guiá-los. Quando perguntados como o transporte automatizado poderia afetar suas cidades, os brasileiros citaram a redução do número de acidentes de trânsito (57%), dos congestionamentos (48%) e da emissão de carbono (42%). Mais de um terço (38%) espera ver uma cidade sem motoristas em 10 anos ou menos.
Ao mesmo tempo, os brasileiros estão dispostos a abrir mão de parte da privacidade para melhor circulação e estacionamento. Oitenta e quatro por cento dos participantes estariam dispostos a permitir que um sistema inteligente selecionasse as melhores rotas para todos, se isso significar uma redução de 30% no tempo geral de viagem. A pesquisa revelou ainda que 83% dos participantes permitiriam que a cidade instalasse sensores nos seus carros para o desenvolvimento de estacionamento inteligente.
Empresas já estão projetando o futuro da mobilidade urbana. Por exemplo, a Intel Labs está trabalhando na comunicação entre máquinas para que os carros possam conversar entre si utilizando sensores que permitem os veículos saberem o que os outros a seu redor estão fazendo para melhorar a segurança.
Uso de drones nos serviços públicos
Oito entre cada dez brasileiros acham que os drones são uma maneira inteligente e sensível para melhorar os serviços públicos. Os participantes conseguem visualizar os drones ajudando no cumprimento da lei (65%), monitorando a segurança pública (84%), combatendo e prevenindo incêndios (83%) e controlando ambulâncias e respostas a emergências (79%).
Privacidade urbana
As opiniões dos brasileiros variam quando questionados sobre viver em uma cidade onde as construções, os ônibus e outros locais físicos coletam e usam informações anônimas sobre o que as pessoas fazem e como elas fazem. Inicialmente, 37% demonstram preocupação sobre a privacidade, enquanto 35% vêem tal cidade como uma melhor maneira para fornecer serviços públicos ou uma maneira inteligente para melhorar a qualidade de vida.
Mas quando os benefícios específicos da cidade são citados – como redução no consumo da água e da energia, reduzindo os custos da cidade e melhorando a qualidade do ar – o jogo vira e 81% dos brasileiros participantes dizem que esse tipo de cidade inteligente valeria a pena. E se em 10 anos, as construções, o transporte e os serviços da cidade estiverem conectados à internet e uns aos outros, dois terços (64%) desejariam ter a sua casa conectada.


Matéria completa: http://canaltech.com.br/noticia/ciencia/Mais-da-metade-dos-brasileiros-deseja-viver-em-cidades-inteligentes/#ixzz2yUAiY271 
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quarta-feira, 9 de abril de 2014

O pessoal do PT é barra pesada....



09/04/2014
 às 19:20 

O perigo que ronda o Tribunal de Contas: um provável futuro ministro com folha corrida

O PERIGO RONDA O TCU 
Editorial do jornal O Estado de S. Paulo
Encarregado de zelar pelas contas públicas e pelo respeito ao princípio da moralidade na máquina administrativa federal, o Tribunal de Contas da União (TCU) está correndo o risco de ter em seus quadros o senador Gim Argello (PTB-DF) – um político cuja folha corrida colide frontalmente com o papel que a Constituição atribui à Corte.
Com apoio declarado do Palácio do Planalto, ele foi lançado pela base governista para a vaga aberta com a aposentadoria do ministro Valmir Campelo, na semana passada.
Campelo só deveria se aposentar em outubro, pela compulsória. Mas, em troca de um cargo de vice-presidente do Banco do Brasil, teria antecipado a saída a pedido da base governista, interessada em indicar ministros de confiança para o TCU.
O acordo para a troca de Campelo por Argello foi negociado com o PTB pelo chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, e pelo ministro de Relações Institucionais, Ricardo Berzoini, e teve o aval da presidente Dilma Rousseff.
Eleito suplente de senador em 2007, Gim Argello assumiu o mandato quando o titular, Joaquim Roriz, renunciou para não ser cassado e não perder os direitos políticos, depois de ser acusado de envolvimento num caso de corrupção no Banco de Brasília (BRB), ocorrido quando era governador do Distrito Federal. Tanto Campelo quanto Argello, que foi deputado distrital, já integraram o grupo político de Roriz.
A biografia de Argello ficou conhecida na época em que assumiu a vaga de Roriz, em julho de 2007, e quase lhe custou o cargo, por causa dos crimes eleitorais de que era acusado à época.
Atualmente, o senador responde a vários inquéritos e ações criminais no Supremo Tribunal Federal – a maioria por apropriação indébita, peculato, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e ocultação de bens.
Quando iniciou a carreira profissional no Distrito Federal, há quase três décadas, trabalhando como corretor de imóveis, Gim Argello tinha um patrimônio estimado em R$ 100 mil.
Em 2009, ele teria surpreendido um de seus colegas de plenário – Renan Calheiros (PMDB-AL), atual presidente do Senado – ao afirmar que havia alcançado “o primeiro bilhão de reais” naquele ano. A imprensa noticiou o diálogo, que, obviamente, teve uma repercussão negativa.
Uma das ações criminais em que é réu no Supremo foi impetrada pela Procuradoria-Geral da República, depois que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) constatou movimentações financeiras atípicas da mulher e do filho do parlamentar.
Em agosto de 2013, o relator do processo, ministro Celso de Mello, pedindo providências à Polícia Federal, afirmou que o filho de Argello não teria renda que justificasse um patrimônio tão alto. Em outro processo criminal, o relator, ministro Gilmar Ferreira Mendes, acolheu a denúncia do Ministério Público Federal, que acusa o parlamentar de crimes de desvio de dinheiro público e fraude em licitações.
Em sua defesa, o senador Gim Argello acusa o Coaf – que é a unidade de inteligência financeira do Ministério da Fazenda – de cometer “erros crassos”. Também afirma que já foi absolvido em alguns processos criminais pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e alega que se considera “adequado” para o cargo de ministro do TCU.
Essas alegações, contudo, não foram suficientes para aplacar as críticas à sua indicação para o órgão. “Imagina se algum gestor público vai aceitar que suas contas sejam julgadas por um ministro acusado de crimes como lavagem de dinheiro. Se fosse para ter julgamento político, não precisava haver o TCU”, diz a presidente da Associação Nacional de Controle Externo dos Tribunais de Contas do Brasil, Luciene Pereira da Silva, depois de acusar o governo Dilma de fazer “jogo político” com os órgãos de fiscalização e controle.
Endossada pela entidade que representa os promotores que atuam nos Tribunais de Contas no País, a crítica é procedente. Para integrar o TCU, a Constituição exige reputação ilibada e idoneidade moral – qualidades não atestadas pela folha corrida do preferido do Palácio do Planalto e da base governista.

Lula ligou o microfone e vai falar, daqui por diante, sem parar...

Antiga forma

09 de abril de 2014 | 2h 08 

Dora Kramer - O Estado de S.Paulo
Falar de assuntos espinhosos de maneira direta e transparente não é com ele.
Portanto, não seria de esperar mesmo que o ex-presidente Luiz Inácio da Silva abordasse o tema Petrobrás da perspectiva dos negócios nebulosos feitos pela estatal no governo dele e que agora estão sob a mira do Ministério Público, Polícia Federal, Tribunal de Contas e Congresso Nacional, na entrevista dada ontem a um grupo de blogueiros.
Lula passou ao largo das dificuldades objetivas que o governo enfrenta para se concentrar na exposição dos detalhes de uma agenda que permita ao PT e ao Planalto sair pela tangente na superação dos obstáculos.
Falou basicamente para a militância, ressuscitando teses caras ao partido, como o controle social dos meios de comunicação, vocalizando o discurso da altivez petista - "não podemos baixar a cabeça" - seguindo o lema "nós" contra "eles".
Inspirado na própria experiência de 2005/2006, quando saiu da defensiva em que seu governo foi jogado devido ao escândalo do mensalão e partiu para a ofensiva que o levou à reeleição, Lula aconselhou o PT a "ir pra cima" dos adversários para evitar a CPI da Petrobrás.
Sabe como são essas coisas. Lembrou ao partido que a CPI do Mensalão começou com uma investigação sobre "pagamento de propina de R$ 3 mil (nos Correios) e acabou no PT". Quer dizer, o problema foi que os petistas não abafaram o caso a tempo e a hora.
O presidente anunciou que não será candidato. Isso na abertura da entrevista. No fim, já não apresentava a mesma convicção, afirmando que só o "futuro" pode responder a perguntas hipotéticas. Lula atende, assim, a três objetivos: de um lado aparentemente reforça a presidente Dilma Rousseff, de outro não mata de todo as esperanças dos que o querem de volta na disputa agora e ainda mantém a oposição tensa.
Inclusive porque deu um aviso aos navegantes: pôs fim à sua fase de silêncio e vai começar a dar palpites em público até para a presidente ("acho que assim posso ajudar na eleição"), vai viajar com Dilma e vai voltar a falar sem parar.
Evidentemente, sempre dentro de uma ótica própria que não necessariamente guarda relação com a realidade. Como a versão apresentada ontem para o aumento da percepção negativa sobre o governo Dilma.
Não tendo como negar os números das pesquisas, depoimentos de gente que recebe no Instituto Lula e reclamações de petistas, o ex-presidente elegeu um responsável pelo mau humor generalizado: o mensageiro.
Segundo ele, "a massa feroz de informação deformada" produzida pelos meios de comunicação é responsável pelas agruras em série que assolam o governo. Para isso, recomenda dois remédios.
De imediato, "uma política agressiva de comunicação, com a ocupação de todos os espaços". Como se o governo ocupasse poucos. Mais adiante, a retomada do debate sobre o marco regulatório, também conhecido como controle social da mídia, em português claro traduzido como fiscalização governamental do conteúdo produzido por jornais, revistas, rádios e televisões.
Esses temas, Dilma como presidente não pode defender, mas Lula como cabo eleitoral, comandante em chefe do PT, pode.
Da mesma forma, ela não poderia - sem gerar uma crise com o Congresso - voltar a defender a Constituinte exclusiva. Mas Lula pode. Como fez na entrevista, ao defender as teses caras ao PT na reforma política, a começar pelo financiamento público de campanha.
Mensalão tampouco é assunto que interesse à presidente abordar. Mas Lula o faz na maior sem cerimônia dizendo que a "verdadeira história" ainda está para ser contada, sem dar pista sobre o tom da nova narrativa.
O ex-presidente esquivou-se de críticas mais pesadas ao Supremo Tribunal Federal. Limitou-se a trafegar no terreno do politicamente incorreto ao dizer a razão pela qual indicou o ministro Joaquim Barbosa: "Eu queria um advogado negro e o currículo dele era o melhor".
Corre o risco de Joaquim achar que é racismo.

O pessoal do PT é barra pesada...

09/04/2014

SAIA JÁ DAÍ ANDRÉ VARGAS. O BICHO VAI PEGAR.

Por Nilson Borges Filho (*)
André Vargas é o nome do moço. Deputado federal eleito pelo PT do Paraná,   o parlamentar ocupa a vice-presidência da Câmara dos Deputados e, por força constitucional, a vice-presidência do Congresso Nacional. Convenhamos, não é pouca coisa. E se chegou a essa posição é porque tem a total confiança da cúpula petista e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e conta com o aval – talvez envergonhado - de Dilma Rousseff.
Quero dizer com isso que André Vargas tem pedigree partidário e com certeza não é gente como a gente. Era reconhecido entre seus correligionários como homem de partido. Melhor me expressando, é um pau mandado do PT, o bate-estaca que se legitimava por sair em defesa dos mensaleiros José Dirceu, Delúbio Soares, José Genoino e João Paulo Cunha, condenados por corrupção pela mais alta corte de justiça do País.
O mantra varguista não destoava da ordem que vinha de cima: “os mensaleiros são inocentes e se submeteram a um julgamento político”. Esse discurso falacioso tem um único objetivo e endereço: estancar a dispersão da militância petista.
A larga maioria dos brasileiros não tem a menor dúvida de que o mensalão foi uma das maiores bandalheiras da história política brasileira. E essa expressiva parcela da sociedade aprovou a forma como Supremo julgou a Ação Penal 470, quando botou em cana políticos importantes e banqueiros espertalhões.
Em episódio recente, o deputado André Vargas ocupou as primeiras páginas dos jornais ao afrontar o ministro Joaquim Barbosa. Com o braço erguido e punho fechado, gesto utilizado pelos condenados José Dirceu e José Genoino no momento em que eram encarcerados, o valente deputado desrespeitou o presidente de um dos poderes da República. Pura boçalidade de um homem grande em tamanho e pequeno em caráter.
O povo paranaense merecia coisa bem melhor para representa-lo na Câmara dos Deputados. Conhecido por tropeçar na gramática e por sua geografia quase humana, o ilustre homem público acaba de ser apanhado por uma investigação notável da Polícia Federal, conhecida como Lava-Jato. Em associação com um doleiro especializado em lavar dinheiro roubado dos cofres públicos, André Vargas atuava como facilitador de malfeitorias que engordavam os bolsos dos envolvidos
Partidos políticos da base do governo não ficaram de fora na partilha do butim. O remédio Prozac passou a ser consumido em doses industriais em Brasília, principalmente por políticos e executivos de empreiteiras, que aguardam a qualquer momento ser convidados para dar explicações à Polícia Federal sobre a movimentação de uma dinheirama que acabou em propinoduto.
O mandato do deputado André Vargas não passa de amanhã. O ex-presidente Lula já deu o veredito: “a renúncia é a melhor decisão, para que o PT não pague o pato”.
Dilma derrete a cada pesquisa de opinião e não há vestígios de recuperação a curto prazo. As candidaturas de Padilha para o governo de São Paulo (Vargas fez lobby no Ministério da Saúde) e de Gleisi Hoffmann para o governo do Paraná estão sendo arranhadas pelas maracutaias do parlamentar paranaense. No caso de Gleisi um outro caso vai fazer barulho quando do início da campanha eleitoral: a senadora petista agasalhou em seu gabinete da Casa Civil um cidadão acusado de pedofilia.
O ex-presidente Lula saiu do silêncio e decidiu falar a jornalistas, mas com um detalhe revelador: os seus ouvintes eram jornalistas chapa-branca e blogueiros sustentados por verbas de estatais. Lula deve explicações: primeiro sobre o assanhamento de Dona Rosemary com o poder público, viagens internacionais, frequências em embaixadas, indicações de amigos em cargos estratégicos, sinecuras para a filha e ex-marido e suas brincadeirinhas com o garanhão de Garanhuns. Provavelmente coisinhas sem muita relevância: aquela coisa de adolescência, o rola-rola bobinho de mão naquilo e aquilo na mão. 
(*)Nilson Borges Filho é mestre, doutor e pós-doutor em Direito e articulista colaborador deste blog

terça-feira, 8 de abril de 2014

Charge de Sponholz

Sponholz: O PT no fundo do poço!


Twitter de cara nova... / G1

08/04/2014 14h05 - Atualizado em 08/04/2014 15h17


Twitter muda visual da página de perfil e 



fica parecido com o Facebook


Usuários podem selecionar fotos de capa e destacar tuítes.
Novidade começa a ser disponibilizada a partir desta terça-feira (8).

Do G1, em São Paulo

Twitter anuncia novo perfil de usuário (Foto: Divulgação/Twitter)Twitter anuncia novo perfil de usuário. Na foto, o de Michelle Obama (Foto: Divulgação/Twitter)
O Twitter começou a disponibilizar para todos os seus usuários nesta terça-feira (8) um novo visual para a página de perfil dos usuários, que agora fica mais parecida com o Facebook. O layout inédito estava em testes desde o início de 2014 pelo microblog.
O novo perfil é, por enquanto, exclusivo da versão para web do Twitter e em breve deve ser disponibilizado para aplicativos e para a versão móvel. Ele permitirá ao usuário personalizar a capa, destacar seus melhores tuítes, fixar os mais importantes – que ficarão no topo da página – e criar filtros para encontrar tuítes especificos com fotos ou vídeos, por exemplo.
Uma imagem grande que fica no topo da página e pode ser personalizada remete à imagem de capa do Facebook. Ainda, tuítes que foram mais compartilhados ou acessados terão destaque maior do que as outras publicações. Ao acessar perfis de outros usuários será possível escolher entre ver todos os tuítes, tuítes com fotos e vídeos ou apenas tuítes com respostas de outras pessoas.
O músico Gilberto Gil e celebridades como Zac Efron, Channing Tatum e Floyd Mayweather, além da primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, já estão com o novo perfil do Twitter. Enquanto antigos usuários do microblog devem aguardar o novo formato ser disponibilizado, quem entrar a partir desta terça-feira (8) no serviço já terá o perfil inédito.
Novo perfil do Twitter do ator Channing Tatum (Foto: Divulgação/Twitter)Novo perfil do Twitter do ator Channing Tatum (Foto: Divulgação/Twitter)

FMI tem estimativa de crescimento do Brasil para 1,8% em vez de 2,3% / O Globo


FMI reduz de 2,3% para 1,8% previsão para o crescimento do Brasil este ano

  • É o segundo maior corte entre as principais economias do mundo, sendo o primeiro o da Rússia
  • Na América do Sul, país só fica atrás da Argentina e da Venezuela, países em grave crise
  • Para o mundo, previsão caiu de 3,7% para 3,6% em 2014


FLÁVIA BARBOSA (EMAIL)
CORRESPONDENTE
Publicado:
Atualizado:

WASHINGTON - Um amplo cardápio de problemas está impondo uma trava substancial ao crescimento do Brasil, avalia o Fundo Monetário Internacional (FMI) na nova edição do relatório “Panorama da Economia Mundial”, divulgada esta manhã na capital americana. A equipe do organismo multilateral cortou pela terceira vez seguida — e a quarta desde janeiro de 2013, quando era de 4,2% — a projeção de expansão da atividade econômica brasileira em 2014: desta vez a estimativa caiu de 2,3% para 1,8%. Em 2015, o Fundo espera alta do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,7%, uma revisão negativa de 0,2 ponto. Distorções internas e falta de confiança dos investidores são os principais pecados nacionais, para o FMI. O organismo vê ainda manutenção da pressão inflacionária. A recomendação ao governo é apertar as políticas monetária e fiscal e reduzir gargalos de infraestrutura.
O Brasil não está isolado. As economias emergentes — que puxaram o crescimento global após a quebra do banco Lehman Brothers, em setembro de 2008, até o fim de 2012 — têm amargado perda considerável de dinamismo, na esteira das turbulências financeiras desencadeadas pelo anúncio de aperto gradual da política monetária dos EUA, ocorrido em maio de 2013, e reformas empreendidas pela China, fatores que exacerbaram desequilíbrios domésticos. Mas a economia brasileira está sofrendo relativamente mais.
Nas revisões feitas pelo FMI, apenas a Rússia teve corte maior da previsão de expansão em 2014 entre as principais economias do mundo e terá crescimento menor do que o brasileiro (1,3%). O desempenho do Brasil será inferior este ano ao dos demais Brics — grupo dos maiores emergentes, formado por Brasil, Rússia, Índia (5,4%), China (7,5%) e África do Sul (2,3%) — e ao da média dos países latino-americanos (2,5%).
Na América do Sul, o Brasil só ficará atrás das combalidas economias de Argentina (expansão de 0,5%) e Venezuela (retração de 0,5%). A expectativa de crescimento da economia mundial é de 3,6% este ano e o da média dos países emergentes e em desenvolvimento, de 4,9%. O PIB dos ricos deverá avançar 2,2%, com destaque para os Estados Unidos (2,8%).
Desequilíbrios em vários campos são os responsáveis pelo pessimismo com a capacidade de a economia brasileira voltar a acelerar. O que vem favorecendo o Brasil, diz o FMI, é a resistência do crescimento dos salários e, como efeito direto, do consumo.
“Estão pesando (negativamente) sobre a atividade constrangimentos à oferta doméstica, especialmente em relação à infraestrutura e à persistência do crescimento fraco do investimento privado, refletindo perda de competitividade e baixa confiança empresarial. Espera-se que a inflação permaneça perto na banda superior da meta oficial (6,5%), uma vez que a limitada capacidade ociosa e a recente desvalorização do real mantêm pressão (de alta) sobre os preços”, afirma a equipe do economista-chefe do FMI, Olivier Blanchard, no relatório.
Enquanto o Fundo menciona, para outros países, respostas positivas aos desafios apresentados — maior controle do crédito na China, reformas setoriais no México e medidas para destravar investimentos e atrair capitais na Índia —, o organismo é lacônico em relação ao Brasil no relatório, notando apenas que “o mix de políticas foi direcionado a aperto monetário desde o ano passado, e espera-se uma política fiscal (incluindo a política de crédito) em geral neutra em 2014”.
O trunfo do Brasil parece ser a baixa exposição às mudanças de condições financeiras globais, que podem elevar demais o custo de endividamento externo e de acesso a recursos e o risco de fuga de capitais. Reservas internacionais robustas e dívida externa baixa parecem fornecer um escudo ao país, ainda que riscos de desequilíbrios permaneçam.
Mas há cinco frentes que merecem atenção imediata do governo, abrindo um grande leque de ações, segundo o relatório.
“No Brasil, há necessidade de aperto continuado das políticas. Embora tenha havido altas substanciais dos juros neste último ano, a inflação continua no teto da meta. A intervenção no mercado de câmbio deve ser mais seletiva, usada primordialmente para limitar volatilidade e evitar mudança desordenada das condições de mercado. Uma consolidação fiscal ajudaria a reduzir pressões sobre a demanda doméstica e a diminuir desequilíbrios externos, ao mesmo tempo em que reduziria o elevado percentual de endividamento público (interno). Gargalos de oferta têm que ser resolvidos”, lista o FMI.
Os demais países emergentes, em geral, também passam por situação de grande incerteza. Com a recuperação das nações ricas e o aperto gradual da política monetária americana, o Fundo adverte que “o sentimento dos investidores está menos favorável aos riscos dos países emergentes”, representados por problemas domésticos que não foram atacados quando a maré externa era positiva a essas economias, até 2012.
Os principais riscos estão associados a fugas de capital, acentuando desequilíbrios nas contas externas e provocando desvalorizações rápidas das moedas locais; e ao aumento dos prêmios de risco, dificultando o financiamento de dívidas e aumentando o custo de captação de recursos e de tomada de empréstimos. Esse quadro, se materializado, afetaria investimento e consumo, reduziria ainda mais o crescimento e retroalimentaria desconfianças.
Para se fortalecerem, os países têm de fazer o dever de casa, diz o Fundo: combater inflação, ajustar a política fiscal, garantir estabilidade financeira com esforços regulatórios e de supervisão sobre o sistema financeiro, fazer reformas que respondam a desafios particulares (crédito, investimento, gargalos de infraestrutura) e preparar-se para saída de capitais.
“A mudança no ambiente externo aumenta a urgência de os mercados emergentes resolverem desequilíbrios macroeconômicos e deficiências em suas políticas”, afirma o organismo no relatório.


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