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sábado, 1 de março de 2014

Revista Time mostra ranking de países mais visitados do mundo.. Brasil ocupa a 44º posição com 5, 7 milhões de turistas

http://veja.abril.com.br/noticia/internacional/os-paises-mais-populares-do-mundo

Internacional

Os países mais (e os menos) visitados do mundo

A revista americana Time divulgou nesta semana um ranking dos países mais populares do mundo em quantidade de visitantes, tomando como base o número de chegadas internacionais. Sem surpresa, a França encabeça a lista, com mais de 80 milhões de visitantes anuais. Os Estados Unidos vêm em seguida, com mais de 62 milhões de chegadas. Já o Brasil aparece em 44º, com 5,67 milhões. No fim da lista, na 165º posição, está Tuvalu, um arquipélago da Polinésia formado por atóis e recifes que tem apenas 12 habitantes. Em 2011, apenas 1 200 pessoas visitaram essa nação minúscula. Os números, que reúnem estatísticas disponíveis de 2011 e 2012, são da Organização Mundial de Turismo, ligada à Organização das Nações Unidas (ONU), e do Banco Mundial. 

Os países mais (e os menos) visitados do mundo

1 de 16

França

O país europeu mantém há anos o posto de destino mais popular do mundo. Recebeu 83 milhões de visitantes em 2012, um número superior ao da população do país, de 65 milhões. 

Barcelona contrata jogador de 17 anos conhecido como "Messi dos Balcãs"


'Messi dos Balcãs' é o novo reforço do 


Barcelona


Reuters  

BARCELONA, 1 Mar (Reuters) - O jovem croata Alen Halilovic está prestes a se juntar ao Barcelona, vindo do Dynamo Zagreb, e vai atuar inicialmente pelo time B do clube catalão, disse o treinador Gerardo Martino neste sábado.
O meia de 17 anos, chamado de "Messi dos Balcãs" em tributo ao atacante argentino do Barcelona Lionel Messi, já atuou em três oportunidades pela seleção da Croácia e é visto como o futuro grande jogador do país.
"As negociações, ou a tentativa de assinar com o atleta, começaram em 2010", disse Martino em entrevista coletiva antes do duelo contra o recém-promovido à primeira divisão Almería, válido pelo Campeonato Espanhol, no domingo.
"Ele vem para jogar pelo time B", acrescentou o treinador argentino.
Contra o Almería, o Barça procura voltar a vencer, depois de escorregar diante da Real Sociedad na última semana (derrota por 3x1), o que permitiu ao Real Madrid abrir três pontos na liderança do Espanhol.
O Real, que encara o rival local Atlético no dérbi de Madri no domingo, tem 63 pontos faltando 13 jogos, com Barça e Atlético empatados logo atrás com 60.
(Reportagem adicional de Elena Gyldenkerne, em Barcelona; e de Zoran Milosavljevic, em Belgrado)


Leia mais: http://extra.globo.com/esporte/messi-dos-balcas-o-novo-reforco-do-barcelona-11760567.html#ixzz2ujdT5A11

ONU precisa estabelecer exame de SAÚDE MENTAL OBRIGATÓRIO para presidentes de nações no mundo .... Putin, decidido como um adolescente, quer guerra contra a Ucrânia

Putin pede que Parlamento aprove envio de 

tropas russas à Ucrânia

Atualizado em  1 de março, 2014 - 12:07 (Brasília) 15:07 GMT
Tropas russas na Ucrânia. Foto: Reuters
Soldados russos estavam de prontidão no sábado na cidade de Balaclava, na Crimeia
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, pediu neste sábado que a câmara superior do Parlamento aprove o envio de tropas russas à Ucrânia.
A informação foi divulgada em nota oficial pelo próprio governo russo. Putin alega que seu pedido foi feito "em relação à situação extraordinária na Ucrânia e à ameaça às vidas de cidadãos russos".
Ele pede que forças armadas russas sejam usadas "até a normalização da situação política naquele país".
Nos últimos dias, as duas câmaras do Legislativo da Rússia discutiam formas de estabilizar a situação na península da Crimeia. A Rússia já possui uma presença militar na região da Crimeia, que é território ucraniano.

De Kiev para Crimeia

A Ucrânia e a Rússia vivem dias de grande tensão, em uma disputa de influência entre o Ocidente e os russos na Ucrânia.
No mês passado, após várias semanas de protestos nas ruas da capital Kiev, o presidente ucraniano, Viktor Yanukovych, foi afastado por uma votação no Parlamento. As manifestações começaram em novembro do ano passado, quando Yanukovych rejeitou uma aproximação com a União Europeia em prol de um acordo econômico com a Rússia.

Quem é quem

Viktor Yanukovych
  • Viktor Yanukovych (foto): presidente afastado da Ucrânia. Sua aproximação com a Rússia gerou protestos que culminaram no seu afastamento. Está atualmente em Moscou.
  • Yulia Tymoshenko: oposicionista crítica à Rússia e Yanukovych,a ex-premiê estava na prisão, acusada de corrupção. Foi solta no mês passado, após o afastamento do presidente ucraniano.
  • Vitali Klitschko: o ex-campeão mundial de boxe também fez oposição a Yanukovych e é considerado o principal líder dos protestos em Kiev.
  • Sergiy Aksyonov: premiê interino da Crimeia (região autônoma na Ucrânia), ele é líder do principal partido pró-Rússia na região. Pediu a Putin ajuda russa para "reestabelecer a calma" na Crimeia.
  • Olexander Turchynov: presidente interino da Ucrânia, que assumiu após o afastamento de Yanukovych. Visto como crítico da Rússia, e próximo da líder da oposição Yulia Tymoshenko.
Um governo interino crítico à influência russa assumiu a Ucrânia após a queda de Yanukovych, que agora é procurado pela Justiça do país, acusado de mandar matar manifestantes. O ex-presidente recebeu abrigo na Rússia e prometeu continuar lutando pelo seu país.
Na última semana, o foco do conflito passou a ser a Crimeia, uma região de 2,3 milhões de habitantes que faz parte da Ucrânia, no litoral do Mar Negro. Muitos na Crimeia se consideram russos étnicos e falam o idioma russo, com grande simpatia por Yanukovych. A Rússia tem forte presença militar na região do Mar Negro.
Há temores de que a Ucrânia e a Rússia possam entrar em conflito pelo controle da Crimeia.
Esta semana, homens não-identificados – que seriam parte de milícias pró-Rússia – tomaram o controle de prédios públicos e aeroportos na Crimeia. Na quinta-feira, o Parlamento regional nomeou um novo primeiro-ministro na região, Sergey Aksyonov, que é líder do principal partido pró-Rússia.
Neste sábado, Aksyonov fez um apelo a Vladimir Putin para que a Rússia "reestabeleça a calma na região". A Rússia afirmou que não ignoraria o apelo feito por Aksyonov, e pouco depois Putin noticiou o pedido ao Parlamento russo para analisar o envio de tropas à Ucrânia.
Ucrânia e Rússia trocam acusações em relação às ações na Crimeia.
O ministério das Relações Exteriores da Rússia diz que o governo da Ucrânia enviou tropas à Crimeia neste sábado para tentar retomar o prédio do ministério do Interior. Já as autoridades interinas da Ucrânia acusam a Rússia de enviar 6 mil soldados à Crimeia.
Na madrugada de sexta-feira para sábado, homens armados não-identificados teriam tomado outra pista de aviação. O governo russo nega qualquer envolvimento no episódio.

Estados Unidos

Os acontecimentos na Crimeia também despertam preocupações nos Estados Unidos.
Antes do anúncio russo, o presidente americano, Barack Obama, havia feito um alerta aos russos de que qualquer ação militar russa na Ucrânia traria "custos" à região.
"Qualquer violação da soberania e integridade territorial da Ucrânia seria profundamente desestabilizadora, o que não está nos interesses da Ucrânia, da Rússia ou da Europa", afirmou Obama, na noite de sexta-feira.
"Isso representaria uma profunda interferência em assuntos que precisam ser determinados pelo povo da Ucrânia. Seria uma clara violação do compromisso da Rússia de respeitar a independência e soberania e as fronteiras da Ucrânia – e as leis internacionais."

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Campeã olímpica Maurren usa recursos da Internet para alavancar seu treinamento para os Jogos Olímpicos do Rio / Crowdfunding / Patrocine meu treino

http://www.correiodopovo.com.br/Esportes/?Noticia=519746
28/02/2014 19:46 - Atualizado em 28/02/2014 19:51

Maurren Maggi faz campanha na internet em busca de patrocínio

Atleta, que deseja disputar as Olimpíadas do Rio, pretende arrecadar R$ 100 mil

Maurren Maggi foi campeã olímpica em Pequim - 2008<br /><b>Crédito: </b> AFP / CP
Maurren Maggi foi campeã olímpica em Pequim - 2008
Crédito: AFP / CP
 A saltadora Maurren Maggi cansou de esperar por um patrocínio. Sem querer se aposentar para disputar a Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro, a atleta de 37 anos resolveu entrar em um site de financiamento coletivo (crowdfunding) para arrecadar dinheiro para treinar. A campanha chamada“Patrocine meu treino” tem como meta alcançar o valor de R$ 100 mil e vai ficar ativa até o dia 11 de abril. Segundo a própria atleta, esse valor serviria para cem dias de treinamento. Até ontem à tarde, tinham sido arrecadados R$ 5,6 mil.

"Agora, vai ser do meu jeito. Estou cansada de pedir. Não quero parar de competir. E o que pode me alavancar no momento são as redes sociais", disse Maurren.

Em janeiro, a saltadora revelou à reportagem que pensava na aposentadoria caso não conseguisse um patrocinador. No entanto, mesmo sem obter o apoio de alguma empresa ou clube, mudou de ideia. Tudo para disputar a Rio-2016.

A atleta está sem um patrocínio desde o fim de 2012, quando acabou seu contrato com o São Paulo.
"Uma pessoa me procurou e mandou o endereço do site. Não sabia se era seguro, se era algo legal. Então, uma menina veio da Holanda para apresentar o projeto. Ela falou que não tem como dar errado. Não tenho nada a perder. Isso é uma novidade no Brasil. Então, quero ser pioneira para outros atletas".

As doações são feitas pelo próprio site, com o pagamento em boleto bancário, débito em conta corrente ou cartão de crédito. O valor mínimo é de R$ 10 (não há uma quantia máxima). Algumas doações valem recompensas, que vão desde um agradecimento da brasileira nas redes sociais até assistir a uma competição em São Paulo ao lado da atleta.

Apesar da iniciativa, a medalhista de ouro em Pequim-2008 mantém a esperança de obter um patrocinador e até retomar o contrato com o São Paulo, seu clube de coração.

E antes mesmo do fim da campanha, Maurren já projeta a volta aos treinamentos. Sem entrar na pista ainda neste ano, ela já quer retomar as atividades após a próxima semana. Seu técnico, Nélio Moura, já começou a planejar os treinos.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

"Em um mundo de pessoas otimistas e pessimistas me coloco como um homem de esperança" / Zygmunt Bauman, sociólogo


Zygmunt Bauman: "Vivemos o fim do
futuro"

O sociólogo polonês denuncia a perda de referências políticas, culturais e morais da civilização e diz que só os jovens, com sua indignação, poderão resistir à banalização

LUÍS ANTÔNIO GIRON
19/02/2014 07h00 - Atualizado em 19/02/2014 07h54

Em 1963, o sociólogo polonês Zygmunt Bauman foi censurado e afastado da Universidade de Varsóvia por causa de suas ideias, consideradas subversivas no comunismo. Hoje, aos 88 anos, imigrante em Londres, é considerado um dos pensadores mais eminentes do declínio da civilização. Ele ainda dá aulas na London School of Economics, ministra palestras pelo mundo inteiro e publicou quatro dezenas de livros que viraram best-sellers. Seus 32 títulos lançados no Brasil venderam 350 mil exemplares. O mais recente é Vigilância líquida (Zahar, 160 páginas, R$ 36,90). Bauman é autor do conceito de “modernidade líquida”. Com a ideia de “liquidez”, ele tenta explicar as mudanças profundas que a civilização vem sofrendo com a globalização e o impacto da tecnologia da informação. Nesta entrevista, ele fala sobre como a vida, a política e os padrões culturais mudaram nos últimos 20 anos. As instituições políticas perderam representatividade porque sofrem com um “deficit perpétuo de poder”. Na  cultura, a elite abandonou o projeto de incentivar e patrocinar a cultura e as artes. Segundo ele, hoje é moda, entre os líderes e formadores de opinião, aceitar todas as manifestações, mas não apoiar nenhuma.
 
NA ATIVA O professor Zygmunt Bauman em 2012. Aos  88 anos, ele faz palestras, dá aulas e lança livros (Foto: Leonardo Cendamo/AFP)
ÉPOCA –  De acordo com sua análise, as pessoas vivem um senso de desorientação. Perdemos a fé em nós mesmos?
Zygmunt Bauman –
 Ainda que a proclamação do “fim da história” de Francis Fukuyama não faça sentido (a história terminará com a espécie humana, e não num momento anterior), podemos falar legitimamente do “fim do futuro”. Vivemos o fim do futuro. Durante toda a era moderna, nossos ancestrais agiram e viveram voltados para a direção do futuro. Eles avaliaram a virtude de suas realizações pela crescente (genuína ou suposta) proximidade de uma linha final, o modelo da sociedade que queriam estabelecer. A visão do futuro guiava o presente. Nossos contemporâneos vivem sem esse futuro. Fomos repelidos pelos atalhos do dia de hoje. Estamos mais descuidados, ignorantes e negligentes quanto ao que virá.
ÉPOCA –  Segundo o senhor, a decadência da política acontece desde o século passado. A situação piorou agora?   
Bauman – 
A decadência da política é causada e reforçada pela crise da agenda política. As instituições amarram o poder de resolver os problemas à política. Ela seria capaz de decidir que coisas precisariam ser feitas. Nossos antepassados conceberam uma ordem que dependia dos serviços do Estado-nação. Mas essa ordem não é mais adequada aos desafios postulados pela contínua globalização de nossa interdependência. Com a separação do poder e da política, a gente se encontra na dupla situação de poderes livres do controle político e da política que sofre o deficitperpétuo do poder. Daí a crise de confiança nas instituições políticas, uma vez que a política investiu nos parlamentos e nos partidos para construir a democracia como atualmente a compreendemos. Mais e mais pessoas duvidam que os políticos sejam capazes de cumprir suas promessas. Assim, elas procuram desesperadamente veículos alternativos de decisão coletiva e ação, apesar de, até agora, isso não ter representado uma alteração efetiva. 
>> Leia mais perguntas a Zygmunt Bauman

ÉPOCA – As redes sociais aumentaram sua força na internet como ferramentas eficazes de mobilização. Como o senhor analisa o surgimento de uma sociedade em rede?
Bauman –
 Redes, você sabe, são interligadas, mas também descosturadas e remendadas por meio de conexões e desconexões... As redes sociais eram atividades de difícil implementação entre as comunidades do passado. De algum modo, elas continuam assim dentro do mundo off-line. No mundo interligado, porém, as interações sociais ganharam a aparência de brinquedo de crianças rápidas. Não parece haver esforço na parcela on-line, virtual, de nossa experiência de vida. Hoje, assistimos à tendência de adaptar nossas interações na vida real (off-line), como se imitássemos o padrão de conforto que experimentamos quando estamos no mundo on-line da internet.
ÉPOCA –  Os jovens podem mudar e salvar o mundo? Ou nem os jovens podem fazer algo para alterar a história?
Bauman –
 Sou tudo, menos desesperançoso. Confio que os jovens possam perseguir e consertar o estrago que os mais velhos fizeram. Como e se forem capazes de pôr isso em prática, dependerá da imaginação e da determinação deles. Para que se deem uma oportunidade, os jovens precisam resistir às pressões da fragmentação e recuperar a consciência da responsabilidade compartilhada para o futuro do planeta e seus habitantes. Os jovens precisam trocar o mundo virtual pelo real.
"Para mudar o mundo,
os jovens precisam trocar 
o mundo virtual pelo real"
ÉPOCA – Como o senhor vê a nova onda de protestos na Europa, no Oriente Médio, nos Estados Unidos e na América Latina, que aumentou nos últimos anos?
Bauman – 
Se Marx e Engels escrevessem o Manifesto Comunista hoje, teriam de substituir a célebre frase inicial – “Um espectro ronda a Europa – o espectro do comunismo” – pela seguinte: “Um espectro ronda o planeta – o espectro da indignação”. Esse novo espectro comprova a novidade de nossa situação em relação ao ano de 1848, quando Marx e Engels publicaram oManifesto. Faltam-nos precedentes históricos para aprender com os protestos de massa e seguir adiante. Ainda estamos tateando no escuro.
ÉPOCA – O senhor afirma que as elites adotaram uma atitude de máximo de tolerância com o mínimo de seletividade. Qual a razão dessa atitude?
Bauman – 
Em relação ao domínio das escolhas culturais, a resposta é que não há mais autoconfiança quanto ao valor intrínseco das ofertas culturais disponíveis. Ao mesmo tempo, as elites renunciaram às ambições passadas, de empreender uma missão iluminadora da cultura. A elite deixou de ser o mecenas da cultura. Hoje, as elites medem sua superioridade cultural pela capacidade de devorar tudo.
ÉPOCA – Essa diluição dos valores explica por que artistas como Damian Hirst e Jeff Koons buscam mais fama do que reconhecimento artístico?
Bauman –
 Prefiro não generalizar sobre esse tema. Os artistas, suas performances e produtos são hoje em dia muitos e diferentes, e os veredictos apressados são equivocados. Pessoalmente, detesto e me aborreço com os Damiens Hirsts, Jeff Koons e similares. Mas eles são ostensivamente sustentados pelas correntes e modas guiadas pelo mercado. Os mercados usurparam o mecenato das artes das igrejas e dos Estados. Por isso, o meio é realmente a mensagem da arte contemporânea.
ÉPOCA –  Como diz o crítico George Steiner, os produtos culturais hoje visam ao máximo impacto e à obsolescência instantânea. Há uma saída para salvar a arte como uma experiência humana importante?
Bauman –
 Bem, esses produtos se comportam como o resto do mercado. Voltam-se para as vendas de produtos na sociedade dos consumidores. Uma vez que a busca pelo lucro continua a ser o motor mais importante da economia, há pouca oportunidade para que os objetos de arte cessem de obedecer à sentença de Steiner...
ÉPOCA – O senhor diz que a cultura se tornou dependente da moda. Por que isso ocorre? 
Bauman – 
Modas vêm e vão e são tão velhas quanto a cultura, tão antigas quanto ohomo sapiens... O que a fez tão espetacularmente presente em nossa vida diária é o impacto combinado da comunicação digital em tempo real e da produção em massa com a associação entre butiques de alta-costura e grandes redes de lojas. As manifestações culturais e artísticas são arrastadas pelo motor da moda.
ÉPOCA – A moda pode dar sentido à vida das pessoas?
Bauman –
 A moda tem seus usos e uma demanda enorme e crescente. Ela fornece um modelo para a constante troca de identidades de nosso mundo. Funciona também como antídoto contra o horror de falhar num mundo em alta velocidade e contra o resultante abandono e degradação social. Não há nada de inútil na moda. Pelo contrário, é uma necessidade num mundo de flutuação e desorientação.
ÉPOCA –  Seus livros parecem pessimistas, talvez porque abram demais os olhos dos leitores. O senhor é pessimista? Ou busca a alegria de alguma forma, apesar de todos os problemas?
Bauman –
  A meu ver, os otimistas acreditam que este mundo é o melhor possível, ao passo que os pessimistas suspeitam que os otimistas podem estar certos... Mas acredito que essa classificação binária de atitudes não é exaustiva. Existe uma terceira categoria: pessoas com esperança. Eu me coloco nessa terceira categoria. De outra forma, não veria sentido em falar e escrever...