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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

O Senado está pronto para uma combustão de valores éticos


Enviado por Ricardo Noblat
 -
31.01.2013
 |
07h35m

COMENTÁRIO

Diferentes, mas tragédias, por Ricardo Noblat

Jorge Viana (PT-AC) enviou uma carta padrão para os 80 demais senadores pedindo o voto deles para se eleger vice-presidente do Senado nesta sexta-feira.
Renan Calheiros (PMDB-AL) nem se deu a esse trabalho. Sem ter dito uma única vez de público até hoje que é candidato, se elegerá com folga presidente do Senado.
E pela segunda vez. Da primeira não chegou a completar os dois anos de mandato. Renunciou para não ser cassado por quebra de decoro. Tremenda quebra!
O lobista de uma empreiteira pagava a pensão da jornalista mãe de uma filha que Renan teve fora do seu casamento. Renan alegou que era pecuarista.
Sua fortuna em gado bastaria para pagar o valor de qualquer pensão. A Polícia Federal descobriu que ele mentiu. Foi denunciado pelo Procurador Geral da República.
“A denúncia que apresentei contra ele é muito consistente”, garantiu o Procurador. Caberá ao Supremo Tribunal Federal acatá-la ou não.


Renan assumirá a presidência do Senado na condição de denunciado por corrupção. Se a denúncia for acatada, presidirá o Senado na condição de processado por corrupção.
A desmoralização do Senado estará completa caso Renan acabe condenado. Ele perderá então a presidência, o mandato de senador, os direitos políticos e talvez a liberdade.
O PMDB é dono da maior bancada de senadores. E também da maior bancada de deputados federais. Daí porque indicará os presidentes do Senado e da Câmara.
É o que manda o regimento interno das duas Casas. Mas nada tem a ver com o regimento o fato de o PMDB indicar políticos suspeitos para o comando do Congresso.
Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) espera colher na próxima segunda-feira uma vitória acachapante para presidente da Câmara. E não importa o apuro em que se meteu.
Um assessor de Henrique era dono da empresa que construía obras para prefeituras do Rio Grande do Norte com dinheiro federal obtido por... Henrique, naturalmente.
O assessor era também tesoureiro do PMDB no Estado. Notas fiscais frias permitiram a Henrique obter da Câmara o ressarcimento de despesas.
Seria mais do que razoável que o PMDB apontasse outros nomes para as presidências do Senado e da Câmara. 
Como não o fez, esperava-se que os demais partidos se recusassem a votar em Renan e em Henrique dado que se preocupam com a reputação do Congresso.
Mas quem disse que se preocupam? Quem disse que no lugar do PMDB procederiam de maneira diferente?
Argumentam que as vagas pertencem ao PMDB. É problema dele.
Cinismo puro!
Há tragédias que atraem a atenção coletiva e doem fundo, muito fundo. Santa Maria é um exemplo.
Há outras que quase passam despercebidas e parecem indolores. As eleições no Congresso são um exemplo.
Apesar de diferenças tão expressivas, ambas são tragédias.

Orquestra da ONU em concerto de hora e meia... Dizzy Gillespie como maestro (1989) aos 72 anos

Vídeo com intenção beneficiente...

Uma entrevista é ferramenta de sedução para o Político? Cruzada de pernas femininas diante do entrevistado é ? A Política é uma diversão ?

http://www.lux.iol.pt/internacionais/video-jornalista-sem-roupa-interior-cruza-pernas-em-frente-a-primeiro-ministro-jornalista-primeiro-ministro-apanhados-video-servia/1415112-4997.html

Vídeo: Jornalista sem roupa interior cruza pernas em apanhado a primeiro-ministro

Redação Lux / AM em 2013-01-31 11:59
Uma «jornalista» sem roupa interior embaraçou o primeiro-ministro sérvio Ivica Dacic, ao cruzar as pernas ao estilo Sharon Stone sem roupa interior.

Enquanto entrevistava o socialista, a jornalista do canal privado «Pink» surpreendeu-o com um cruzar de pernas fatal.

No final da entrevista, Ivica Dacic foi informado de que se tratava de uma partida. Embaraçado, o primeiro-ministro limitou-se a sorrir enquanto era abraçado pela falsa jornalista.


Veja o vídeo:

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

"...una vecina me regaló un amuleto para el viaje y cierto amigo anotó su número de zapato para que le traiga un par..."


¿Cómo serán?

die_plaza
El Sexto ha dicho que hará un grafiti sobre mi maleta; una vecina me regaló un amuleto para el viaje y cierto amigo anotó su número de zapato para que le traiga un par. Me despiden aunque todavía no me voy. Ni siquiera tengo fecha de vuelo. Pero algo ha cambiado para mí desde el pasado 14 de enero en que entró en vigor la Reforma Migratoria anunciada en octubre pasado. Después de aguardar por 24 horas a las afueras del Departamento de Inmigración y Extranjería (DIE), supe que finalmente me expedirían un nuevo pasaporte. Con veinte “tarjetas blancas” negadas en menos de cinco años, confieso que estaba más escéptica que esperanzada. Aún ahora, sólo creeré que lo he logrado cuando me vea dentro de un avión que levante vuelo.
Ha sido una larga batalla llevada a cabo por muchos. Un prolongado camino reclamando que la entrada y salida de nuestro país sea un derecho inalienable, no una dádiva que se otorga. Aunque las flexibilizaciones que ha traído el Decreto-Ley No. 302 resultan insuficientes, ni siquiera esas se hubieran logrado de habernos quedado con los brazos cruzados. No son el fruto de un gesto magnánimo, sino el resultado de las denuncias sistemáticas que se hicieron contra el absurdo migratorio.
De ahí mi intención de seguir “empujando los límites” de la reforma, experimentar en carne propia hasta donde llega realmente la voluntad de cambio. Para traspasar las fronteras nacionales no haré ninguna concesión. Si no puede viajar la Yoani Sánchez que soy, no pienso metamorfosearme en otra persona para alcanzarlo. Una vez en el extranjero tampoco disfrazaré mi opinión para que me dejen “volver a salir” o para complacer ciertos oídos, ni me acogeré al silencio por aquello de que me pueden negar el retorno. Diré lo que pienso de mi país y de la ausencia de libertades que padecemos los cubanos. Ningún pasaporte va a funcionar para mí como tapabocas, ningún viaje como señuelo.
Aclarados esos pormenores, preparo el cronograma de mi estancia fuera de Cuba. Espero poder participar en innumerables eventos que me hagan crecer profesional y cívicamente, responder preguntas, aclarar parte de las campañas de difamación que se han levantado en mi contra… y en mi ausencia. Visitaré aquellos lugares a los que una vez me invitaron, pero la voluntad de unos pocos no me dejó llegar; navegaré como una obsesa por Internet y volveré a subir algunas montañas que dejé de ver hace casi diez años. Pero lo que más me apasiona es que voy a conocer a mucho de ustedes, mis lectores. Ya tengo los primeros síntomas de esa ansiedad: el hormigueo en el estómago que provoca la cercanía de lo desconocido y el despertar en medio de la madrugada preguntándome cómo serán sus rostros, sus voces. ¿Y yo? ¿Seré como ustedes me imaginaron?
       

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Narcotráfico mexicano executa 18 membros da banda Kolombia depois de show


Banda colombiana é sequestrada e executada após show no México

Redação Lux em 2013-01-29 10:19
Quatro corpos de membros da banda folclórica colombiana Kombo Kolombia foram encontrados na cidade de Mina, no México.

Os dezoito membros desta banda foram sequestrados por guerrilheiros após um show no México, que decorreu no bar La Carreta, na cidade de Hidalgo, na última sexta-feira. A banda foi sequestrada junto ao estacionamento do bar por um grupo de homens armados. Apenas um membro, um trompetista, conseguiu fugir. Segundo o seu testemunho, os restantes companheiros foram interrogados, torturados e mortos a sangue frio.

O grupo folclórico de música colombiana tinha mexicanos entre seus membros.

Segundo algumas fontes, o dono do estabelecimento onde a banda atuou teria ligação aos grupos guerrilheiros financiados pelo tráfico de drogas mas desconhecem-se as razões da chacina.
Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
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Zero Hora - Empresa de bombeiro atualizou condições de segurança da Boate Kiss...

Zero Hora - Jornal do RS com notícias, esportes, colunistas e mais

Exclusivo

Plano de prevenção da boate Kiss foi atualizado por empresa de bombeiro



Discurso de Deus a Eva / Textos Notáveis // blog do Noblat


Enviado por Millôr Fernandes - 
30.1.2013
 | 15h03m

TEXTOS NOTÁVEIS

Discurso de Deus a Eva, por Millôr Fernandes

Minha cara,
eu te criei porque o mundo estava meio vazio, e o homem, solitário. O Paraíso era perfeito e, portanto, sem futuro. As árvores, ninguém para criticá-las; os jardins, ninguém para modificá-los; as cobras, ninguém para ouvi-las. Foi por isso que eu te fiz.
Ele nem percebeu e custará os séculos para percebê-lo. É lento, o homenzinho. Mas, hás de compreender, foi a primeira criatura humana que fiz em toda a minha vida. Tive que usar argila, material precário, embora maleável. Já em ti usei a cartilagem de Adão, matéria mais difícil de trabalhar, mais teimosa, porém mais nobre.
Caprichei em tuas cordas vocais, poderás falar mais, e mais suavemente. Teu corpo é mais bem acabado, mais liso, mais redondo, mais móvel, e nele coloquei alguns detalhes que, penso, vão fazer muito sucesso pelos tempos a fora.
Olha Adão enquanto dorme; é teu. Ele pensará que és dele. Tu o dominarás sempre. Como escrava, como mãe, como mulher, concubina, vizinha, mulher do vizinho. Os deuses, meus descendentes; os profetas, meus public-relations, os legisladores, meus advogados; proibir-te-ão como luxúria, como adultério, como crime, e até como atentado ao pudor!
Mas eles próprios não resistirão e chorarão como santos depois de pecarem contigo; como hereges, depois de, nos teus braços, negarem as próprias crenças; como traidores, depois de modificarem a Lei para servir-te. E tu, só de meneios, viverás.
Nasces sábia, na certeza de todos os teus recursos, enquanto o Homem, rude e primário, terá que se esforçar a vida inteira para adquirir um pouco de bens que depositará humildemente no teu leito.
Vai! Quando perguntei a ele se queria uma Mulher, e lhe expliquei que era um prazer acima de todos os outros, ele perguntou se era um banho de rio ainda melhor. Eu ri. O homem é um simplório. Ou um cínico. Ainda não o entendi bem, eu que o fiz, imagina agora os seus semelhantes.
Olha, ele acorda. Vai. Dá-me um beijo e vai. Hmmmm, eu não pensava que fosse tão bom. Hmmmm, ótimol Vai, vai! Não é a mim que você deve tentar, menina! Vai, ele acorda. Vem vindo para cá. Olha a cara de espanto que faz. Sorri! Ah, eu vou me divertir muito nestes próximos séculos!

Texto extraído do livro "Esta é a verdadeira história do Paraíso", Livraria Francisco Alves Editora - Rio de Janeiro, 1972.

Millôr Fernandes, carioca, nascido em 1924 e falecido em 2012. 
Para falar de sua biografia, ninguém melhor do que ele. Acessem o link. 
Millôr por Millôr é como tudo que Millôr Fernandes escreveu: notá
vel!

Quantas vezes o mundo vai acabar ? // Roberto Damatta


|   Brasília, 30 de janeiro de 2013

Artigos

Enviado por Ricardo Noblat - 
30.1.2013
 | 17h03m
GERAL

Quantas vezes o mundo vai acabar ?

Roberto Da Matta, O Globo
Penso que só nós, humanos, podemos contar uma história que começa assim: “Foi logo depois que o mundo acabou. As águas baixaram, a enorme arca encalhou no flanco de uma planície e a vida rotineira recomeçou com suas esperanças de sempre, inclusive a de poder, um dia, terminar...”
A arca de Noé não era um Titanic, embora o Titanic tivesse uma inconfundível inspiração mitológica. Mas o Titanic, aquele navio inafundável, fabricado com a certeza da ciência, submergiu. Enquanto a Arca — construída na base da fé — não soçobrou.
Por outro lado, o Titanic levava milionários num passeio luxuoso e imigrantes pobres que iam “fazer a América” naqueles velhos tempos que ela ainda podia ser feita.
É claro que ambos os navios tinham um povo escolhido que sobreviveria. No caso do Titanic, testemunhamos a sobrevivência habitual dos milionários e dos espertos. Os de terceira classe morreram tão escandalosamente que as regras foram drasticamente modificadas. O Titanic e a Arca de Noé representam, cada qual a seu modo, um fim de mundo.
A Arca, porém, como um instrumento de salvação, não podia afundar. Ela corrigia erros. Foi uma advertência e um recall do Criador para a humanidade. Os filhos de Adão e Eva, híbridos de barro, carne, osso, sopro divino e bestialidade não iam dar certo.
Para quem vive querendo começar a vida; para quem tem arrependimentos intransponíveis e gostaria de zerar sua existência, a passagem bíblica oferece um conforto: até mesmo o Criador — onisciente, onipotente e onipresente — teve seus momentos de dúvida. Valeu a pena criar um intermediário, um ser entre os animais e os anjos?
Não sabemos. O que se conhece, entretanto, é que sempre há um grupo que se imagina escolhido e, volta e meia, diz que o mundo vai acabar. Os eleitos são salvos por alguma Arca de Noé ou foguete intergaláctico como nos velhos e esquecidos contos de Isaac Asimov e de Ray Bradbury.
São os escolhidos que dão testemunho de como o mundo acabou e — graças a um profeta — foi refeito na esperança de um aperfeiçoamento moral que custa e, às vezes, chega.
No fundo, como diz a Dra. Camélia, uma psicanalista admiradora de antropologia, esses mitos não falam apenas do fim do mundo, falam — isso sim — da imortalidade dos eleitos. Daqueles que estão além do mundo porque seguiram regras morais mais fortes que o próprio mundo — esse planeta que, no fundo, é frágil e terminal se não segue algum mandamento.
Vi o mundo acabar muitas vezes, disse o professor. Primeiro pela água, depois pelo fogo, depois pelas bombas atômicas do Dr. Strangelove. De 1000 passarás, mas a 2000 não chegarás! Estávamos em 1948 e faltava tanto para o 2000 que eu me perdi. Afinal, havia muitas coisas mais importantes para pensar e fazer do que me preparar para o fim do mundo.
E, no entanto, essa década de 2000 foi clara na demonstração de que eu era mais um náufrago, a ser salvo pela paciência e pela generosa ternura humana.
Por que será que, mesmo nestes tempos de utilitarismo racional e de realismo capitalista, tanta gente ainda acredita no fim do mundo?
Porque eles vão realizar uma façanha e tanto: vão sobreviver ao planeta e sentir aquela onipotência apocalítica típica dos milenaristas.
Mas, tirando as fantasias, o mito do fim do mundo revela também uma insatisfação permanente com a vida, tal como a experimentamos: com suas imperfeições, traições, picuinhas, faltas e covardias: com a impossibilidade de seguir os ideais.
Quem sabe, diz esse mito de fim de mundo, um dia tudo isso vai mudar e a vida neste mundo será justa e perfeita promovendo, enfim, o encontro da teoria com a prática?
No fundo, o ocidente progressista e capitalista que acumula cada vez mais dinheiro sempre foi tributário soluções finais para a vida.
Outros povos se satisfazem em aceitar o que reconhecem como parte e parcela de contradições impossíveis de escapar quando se vive em coletividade. Mas nós, crentes no desenvolvimento da espécie e nos estágios evolutivos, tendemos a confundir progresso técnico com avanço moral e pensamos que nossas bombas atômicas são superiores aos arcos e flechas dos nossos irmãos selvagens.
Neste sentido, o mito do fim do mundo seria também uma advertência ao nosso estilo de vida fundado num consumo e numa sofreguidão inesgotáveis. Um modo de dispor do planeta e dos seus recursos que impedem o seu reconhecimento humano.
Essa, penso, seria o centro dessa última onda de fim de mundo que acaba de passar. Um retorno apocalítico da totalidade num universo marcado por uma cosmologia brutalmente individualista.
Mal o professor pronunciou essas palavras e logo um aluno levantou a mão e perguntou: mas isso é mito ou realidade? Afinal, não estamos mesmo chegando ao final de um estilo de vida egoísta no qual pensamos cada qual em nós mesmos e todos apenas no nosso país?

Roberto Da Matta é antropólogo

Charge de Néo Correia...


Enviado por Ricardo Noblat - 
30.1.2013
 | 18h03m
HUMOR

A Charge de Néo Correia

A imprensa está ameaçada ....


segunda-feira, janeiro 28, 2013

A LIBERDADE DE IMPRENSA SOB A AMEAÇA DOS TARADOS IDEOLÓGICOS DO PT

Os coveiros da democracia
Recolho do site do jornal O Estado de São Paulo, um excelente artigo do filósofo Roberto Romano,  professor de Ética e Filosofia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e autor, entre outros livros, de 'O Caldeirão de Medeia' (Perspectiva). Poucos são os intelectuais brasileiros, sobretudo na área da filosofia, que reúnem o conhecimento do professor Roberto Romano. E tornou-se raro como o ouro que acadêmicos das áreas de filosofia e ciências humanas que não se tenham tornado arautos do pensamento políticamente correto enquanto alinham-se, sem qualquer pudor, ao deletério PT mensaleiro a ponto de defender coisas espúrias como o "controle social da mídia", eufemismo para a censura à imprensa pura e simples. 

A única diferença no sistema proposto pelo PT é que essa censura, que já vem sendo implantada, esteja em perfeito funcionamento quando todos os cérebros já tiverem sido corroídos pela lavagem cerebral que começa nas escolas e universidades e, pasmem, nos cursos de jornalismo, locus onde é gestada uma "teoria" que dá sustentação acadêmica a esse solerte atentado à liberdade.

Tanto é que o petismo agrega a palavra "social" ao controle da mídia, o que faz supor que esse novo tipo de censura não partiria do Estado, mas sim da própria sociedade através de mecanismos como sindicatos, movimentos sociais, ONGs e congêneres, todos eles, é óbvio, sob o total controle do partido, ou seja, do PT. Coisa inspirada nos escritos do embusteiro comunista italiano Antonio Gramsci. 

Assim, este artigo do professor Roberto Romano, é mais um libelo contra a insidiosa campanha petista em favor do controle da imprensa, e por isso não só merece ser lido, mas sobretudo difundido amplamente pelas redes sociais. O título original do artigo é "Regulamentação da Mídia". Leiam:

Como fruto de meu último artigo (Regulamentação da mídia, 15/1), recebi uma torrente de insultos anônimos em meu endereço eletrônico. A reação prova a tese: os autoritários ignoram a fronteira do coletivo e do particular. Em vez de responder publicamente, eles ameaçam e insinuam retaliações. Volto ao tema sob outro ângulo para melhor determinar o que dele penso.
A imprensa surge com o Estado moderno. O mesmo ocorre com as táticas do poder para impedir a sua livre expressão. A importância dos panfletos políticos e religiosos é certa nos séculos 16 e 17. Basta recordar os libelos puritanos e textos como Le Reveille-Matin des François, que ampliaram rebeliões aristocráticas ou populares. No plano oposto surgem os jornais controlados pelo governo, criados para popularizar o poder oficial.
Richelieu (cardeal, primeiro-ministro de Luís XIII de 1628 a 1642) já domina o maniqueísmo da propaganda. "Aos que qualificavam a razão de Estado de 'razão do diabo' ou 'razão do Inferno' os panfletários de Richelieu replicam acusando-os de adotar 'a mais negra Teologia do Diabo'" (Thuau, Etienne: Raison d'État et Pensée Politique à l'Époque de Richelieu).
Thuau analisa estratégias cuja doutrina se resume em "governar e fazer acreditar" pelo controle estatal da palavra escrita. Diz ele: "É uma verdade reconhecida que a autoridade é inseparável das ideologias, dos mitos e das representações que os homens formam a seu respeito. O poder repousa na aliança do constrangimento e das crenças". O autor recorda Gabriel Naudé nas Considerações Políticas sobre os Golpes de Estado (1640): para manter a governabilidade o príncipe seria obrigado a mentir ao povo, "manejá-lo e persuadi-lo com belas palavras, seduzi-lo e enganar pelas aparências, ganhá-lo e colocá-lo a serviço de seus alvos por pregadores e milagres sob pretexto de santidade, ou por intermédio de bons escritores, silenciando os livrinhos clandestinos e manifestos, para levá-lo pelo nariz e fazê-lo aprovar ou condenar, só com a etiqueta da sacola, tudo o que ela contém".
O marketing político inicia ali a carreira cujo ápice ocorre sob Joseph Goebbels (ministro da Propaganda de Adolf Hitler). Controlar a imprensa é tarefa da grande ou mesquinha razão de Estado. Se o rótulo tem forma adocicada ("regulamentação social") ou ácida (censura), não importa. O alvo é calar a dissonância, silenciando críticas aos palácios e adjacências.
Richelieu reúne os auxiliares para examinar documentos oficiais, definindo a forma pela qual eles deveriam surgir como "notícias" no setor público, com o disfarce necessário. Ele já conhece a arte de reescrever a História e seus próprios textos. Os procedimentos usados no totalitarismo germinam no Estado absoluto. Ao reeditar seu discurso aos Estados em 1614, o cardeal modifica-o porque não coincide mais com sua nova política. Aqui não temos o único aspecto na genealogia que vai do Estado absoluto ao totalitarismo. Os "processos políticos" de Richelieu transformam os juízes em instrumento de terror contra os adversários. Para aquilatar a extensão e a profundidade dessa herança temos o livro de Hélène Fernandez-Lacôte Os Processos do Cardeal Richelieu, Direito, Graça e Política sob Luís, o Justo.
A função política ou econômica da imprensa, revolucionária ou governista, nem sempre suscita análises compreensivas. Basta recordar, no século 20, o crítico Karl Kraus. Em artigo intitulado A imprensa como alcoviteira, Kraus compara a jovem prostituta e o jornalismo oficialista, da Bolsa ou dos Palácios. A rameira seria moralmente superior ao que vende sua pena, pois ela "nunca sugeriu, como ele, assumir altos ideais". (Uso a tradução italiana, Morale e Criminalità.) A imprensa, com suas virtudes e seus defeitos, longe de ser odiada apenas pelos que agora se vendem ao governismo brasileiro, tem uma história densa e contraditória.
Recordo o autoritarismo dos que visam a impor silêncio a quem foge ao controle da norma formatada pelo marketing político e ideológico. Carl Schmitt, na luta contra a livre imprensa, chama os democratas de "classe discutidora", retirando o epíteto de Juan Donoso Cortés, autor do Discurso sobre a Ditadura, que inspira o fascismo. E também alimenta as ditaduras do século 20 na América do Sul e no Brasil. Com os tanques a discussão termina, vem o golpe de Estado "redentor". Mas nem todo golpe é cruento. A maioria é feita no silêncio dos gabinetes, nos acordos espúrios, nas alianças nefastas cujo nome ainda é "governabilidade". Quem aplica golpes eficazes conta com o sigilo cúmplice de todos, inclusive dos governados. É aí que os periódicos incomodam. Num país movido pela propaganda, desde a era Vargas com o DIP até hoje, a popularidade dos governantes é alvo perene, obtida à custa de ouro.
A mídia passa hoje por graves modificações. Se na cultura impressa existiu a figura do pedante, hoje na internet o pedantismo assume amplitude inaudita, unido à repetição de slogans e aos ataques às subjetividades que defendem posições adversas ao poder. Tudo indica que levará tempo para que a humanidade alcance uma síntese nova na ordem teórica e prática. Os jornais vivem uma situação inédita, com o aumento inusitado da comunicação eletrônica. As teses sobre a regulamentação da mídia, no Brasil, seguem a via coberta de ódio e dogmatismo.
Monopólios devem ser tratados com leis específicas, não podem servir de pretexto para impor ao público a visão de partidos ou seitas. Alguns veículos de comunicação, sobretudo na internet, se arrimam com ajuda oficial, reduzem seu papel à propaganda do governo e ao afogamento da crítica. Como se fosse destino, eles retornam ao tempo em que Richelieu pagava a jornais e jornalistas para combater os adversários do Estado.
Sobram ilhas de crítica e rigor intelectual na imprensa, mas é possível prever tempos escuros para as mentes lúcidas e honestas. Quem viver verá.

Copa do Mundo de Futebol tem pôster oficial...



Sergio Moraes / Reuters
Sergio Moraes / Reuters / Pôster oficial da Copa do Mundo de 2014Pôster oficial da Copa do Mundo de 2014
SÍMBOLO

Fifa apresenta pôster oficial da Copa do Mundo de 2014

Imagem mostra uma dividida de bola que ajuda a formar a parte inferior do mapa do Brasil. Pôster foi apresentado pelos embaixadores do Mundial

30/01/2013 | 13:56 | AGÊNCIA ESTADO
A Fifa divulgou nesta quarta-feira (30), no Rio de Janeiro, o pôster oficial da Copa do Mundo de 2014, último símbolo visual do torneio que ainda faltava ser apresentado. Ele retrata duas pernas disputando uma bola, que juntas acabam formando a parte inferior da geografia do mapa do país, em uma imagem representada sob um fundo predominantemente branco, no qual é exibida a inscrição "2014 Copa do Mundo da Fifa Brasil"
Inicialmente, o pôster seria apresentado na última segunda-feira em evento de comemorativo da data de 500 dias para a Copa do Mundo de 2014. No entanto, a festividade acabou sendo cancelada em solidariedade às vítimas do incêndio em uma boate de Santa Maria, na região central do Rio Grande do Sul, no último domingo.

O que você achou do pôster? Deixe sua opinião nos comentários.

Nesta quarta, o pôster foi apresentado pelo embaixadores da Copa do Mundo de 2014, Marta, Ronaldo, Bebeto, Carlos Alberto e Amarildo. A única exceção foi Zagallo, que não esteve presente ao evento, mas também foi anunciado pela Fifa, durante a solenidade, para fazer da relação de embaixadores.
"O cartaz é um ótimo exemplo da grande capacidade criativa do Brasil. A proposta ganhadora sem dúvida servirá como um esplêndido cartão de visita para a Copa do Mundo, que começará em 498 dias. Com muita emotividade, o cartaz destaca a importância e o brilho do torneio, assim como o fascínio gerado pelo futebol", afirmou Jérôme Valcke, secretário-geral da Fifa.
O pôster da Copa do Mundo de 2014 foi escolhido por uma comissão julgadora formada por Valcke, pela ministra da Cultura, Marta Suplicy, pelo presidente da CBF e do Comitê Organizador Local (COL), José Maria Marin, pelo artista plástico Romero Britto, e pelos ex-jogadores Ronaldo e Bebeto, integrantes do conselho do COL.
A Fifa explicou que o pôster foi elaborado pela agência de criação brasileira Crama, escolhida entre três concorrentes. "O cartaz oficial é um passo importante para apresentar o Brasil e a Copa do Mundo da tanto no próprio país-sede quanto no exterior. É importante passar a imagem de uma nação que é moderna, inovadora, sustentável, feliz, unida e, é claro, apaixonada pelo futebol", afirmou Ronaldo.
Em comunicado oficial divulgado após o evento, a Fifa afirmou que "a criação retrata a beleza e a diversidade do Brasil por meio de um desenho colorido, vibrante e carregado". Além disso, de acordo com a entidade "o conceito criativo por trás do cartaz - 'Todo um país a serviço do futebol - Brasil e futebol, uma identidade compartilhada' - foi o que inspirou a Crama a pensar no desenho vencedor. Isso fica evidente em toda a peça, principalmente no detalhe das pernas dos jogadores disputando a bola e revelando ao mesmo tempo o mapa do Brasil".

Bailarinas ganham peso e perdem emprego no Domingão do Faustão

http://www.lux.iol.pt/internacionais/bailarinas-de-programa-brasileiro-dispensadas-por-excesso-de-peso-bailarinas-peso-domingao-do-faustao-despedimento-excesso-de-peso/1414775-4997.html

Bailarinas de programa brasileiro dispensadas por excesso de peso

Redação Lux / AM em 2013-01-30 13:05
Oito bailarinas do programa brasileiro Domingão do Faustão foram dispensadas por excesso de peso, nesta última sexta-feira.

A notícia está a levantar polémica, ainda por cima porque uma das bailarinas dispensadas, alegadamente por excesso de peso, está grávida.

Lívia Bueno, que está grávida de algumas semanas, Kamilla Covas, Roberta Appratti, Rachel Gutvilen, Patrícia Gonçalves, Brunella Andrade, Helen Cris e Marcela Teixeira são os nomes que constam da lista de despedimento.

Kamilla Covas, uma das jovens demitidas, acredita que a causa do despedimento seja uma renovação do quadro de bailarinas e não o excesso de peso, embora confirme a existência dos rumores em declarações ao R7.

«Estou há três anos lá e saí num bom momento. Houve um boato sim, de que duas estariam acima do peso, mas não sei quem são», afirmou a bailarina.
Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
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