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sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

A urna eletrônica é confiável ?



Desde o início de sua implantação no Brasil, em 1996, a urna eletrônica é alvo de elogios e críticas por parte de especialistas: enquanto muitos afirmam que o aparelho agilizaria o processo eleitoral e estaria menos suscetível a fraudes, outros destacam que sistemas digitais não são imunes a invasões e, por isso, o modelo não seria tão seguro quanto outros alegam.
Nessa semana, durante o seminário “A Urna Eletrônica é Confiável?”, realizado no Rio de Janeiro, um rapaz de 19 anos jogou lenha na fogueira: ele alega que teria fraudado os resultados de eleições na Região dos Lagos (zona do Rio de Janeiro), alterando os dados antes que fossem enviados ao TRE (Tribunal Regional Eleitoral). O hacker, que se identificava apenas como Rangel e estava sob proteção policial, explicou que havia trabalhado junto com outras pessoas e que tinha acesso privilegiado à rede da Oi, empresa que fornece insfraestrutura para a Justiça Eleitoral do estado.
“A gente entra na rede da Justiça Eleitoral quando os resultados estão sendo transmitidos para a totalização e depois que 50% dos dados já foram transmitidos, atuamos”, disse. “Modificamos os resultados mesmo quando a totalização está prestes a ser fechada”.
Embora Rangel tenha dito que prestou depoimento à Polícia Federal, nada foi divulgado oficialmente. Ainda assim, o coordenador do seminário, Fernando Peregrino, destacou a gravidade da situação: “Um crime grave foi cometido nas eleições municipais deste ano (…), mas infelizmente até agora a Polícia Federal não tem dado a este caso a importância que ele merece, porque ele atinge a essência da própria democracia no Brasil”.
Vale ressaltar que as críticas quanto ao voto eletrônico são em grande maioria direcionadas ao sistema usado atualmente no Brasil (em que os votos são apenas computados digitalmente, sem impressão de comprovante individual a partir da urna), que remete à primeira geração de urnas eletrônicas. Nos Estados Unidos, na Holanda e na Venezuela, por exemplo, o comprovante de voto é impresso pela urna, modelo de “segunda geração”.[GizmodoViomundoGalileu]

Conflito sírio pode acabar e Bashar Al-Assad pedir asilo em Cuba (?)

http://www.bbc.co.uk/portuguese/ultimas_noticias/2012/12/121213_siria_russia_pai_rn.shtml

Rússia admite possível queda do regime de Assad na Síria

Atualizado em  13 de dezembro, 2012 - 16:24 (Brasília) 18:24 GMT
Um alto representante do governo russo admitiu publicamente, pela primeira vez, a possibilidade de o regime de Bashar Al-Assad - seu aliado - ser derrotado na Síria.
O vice-chanceler russo Mikhail Bogdanov disse, nesta quinta-feira, que Assad está "perdendo mais e mais controle e território".
"Infelizmente, não podemos descartar uma vitória da oposição síria", afirmou, agregando que a Rússia já faz planos para a retirada de milhares de seus cidadãos no país árabe.
O correspondente da BBC em Moscou, Steve Rosenberg, diz que o comentário é significativo. "A Rússia tem sido uma firme apoiadora do regime de Assad, provendo-lhe com auxílio político e militar. O país também protegeu Assad na ONU, vetando resoluções do Conselho de Segurança que teriam aumentado a pressão sobre o presidente sírio".

Cristina Kirchner usa Igreja Católica para se aproximar do povo argentino...


 
 TV Pro Nobis: Amplos privilégios para a Igreja Católica no novo mapa da mídia. Evangélicos reclamam disso. O Estado argentino é laico…pero no mucho. O quadro acima, de Francisco de Zurbarán (1598-1664), mostra o bispo Aurelius Ambrosius (mais conhecido como Santo Ambrósio), um dos principais doutores da Igreja Católica. Foi pintado entre 1626 e 1627. Está no Museu Provincial de Belas Artes em Sevilha, Andaluzia.
A Lei de Midia, aprovada em 2009 pelo Parlamento argentino – e que entrará em plena vigência a partir da meia-noite desta sexta-feira – está gerando grande irritação entre os evangélicos deste país, além de outros grupos religiosos da sociedade argentina. O pivô dessa irritação é que a lei – a menina dos olhos da presidente Cristina Kirchner – determina em seu artigo número 37 que a Igreja Católica será a única entidade religiosa que terá direito a canais de TV e e estações de rádio sem necessidade de autorizações prévias ou licitações.
Gastón Bruno, vice-presidente de relações externas da Aliança Cristã de Igrejas Evangélicas da Argentina (ACIERA), afirmou que a entidade defende “a igualdade religiosa” na Argentina. “Não estamos contra credo algum. Simplesmente queremos tratamento igualitário”, afirma Bruno, lamentando a exclusão das igrejas evangélicas da lei de mídia. “Nós representamos 5 milhões de pessoas”, afirma.
“Para o Estado argentino as igrejas evangélicas são entidades civis e não uma fé. E isto ocorre 200 anos depois da independência do país, momento no qual se produz a igualdade de vários direitos de vários setores. Mas nós, embora sejamos uma minoria crescente e dinâmica, não somos tratados de forma igualitária”, explica.
O Conselho Nacional Cristão Evangélico (CNCE) da Argentina sustenta que lei de mídia gera “uma dolorosa e inexplicável discriminação religiosa”.
As outras entidades religiosas, entre elas, as vinculadas comunidade judaica (a maior da América Latina) e a muçulmana, também ficam de fora desses privilégios que a presidente Cristina Kirchner – que cita Deus e o marido morto em seus discursos – concedeu à Igreja Católica. Oficialmente, a Argentina possui um Estado laico.
A decisão do governo de privilegiar a Igreja Católica constrange os militantes kirchneristas. O próprio Martín Sabbatella, diretor da Autoridade Federal de Serviços de Comunicação (Afsca), além de deputados, evitam falar sobre o assunto. No máximo alegam que a Igreja Católica possui um status legal especial, já que é uma entidade pré-existente ao próprio Estado argentino. Isto é: existia Igreja Católica antes da Argentina ser independente. “Se for por isso, as igrejas protestantes também existiam aqui antes da independência”, afirma Bruno. “Inclusive, vários evangélicos lutaram nas guerras da independência”.
Coincidentemente, a alta hierarquia do clero em Buenos Aires – que havia desferido duras críticas contra os Kirchners durante vários anos – desde a aprovação da lei de mídia, embora pronuncie alguma eventual crítica, manteve um perfil mais baixo e evitou participar das controvérsias sobre a norma que limitará a atuação das empresas privadas na área de jornalismo.
EM TEMPO: O Estado argentino, por uma lei da ditadura (a de número 21.950), paga os salários dos bispos e dos padres da Igreja Católica. Também subsidia seminaristas. O governo Kirchner nunca disse nada sobre este assunto. Quem quiser ver uma lista de algumas leis que beneficiam com exclusividade o setor citado, aqui há um link oficial, do Ministério das Relações Exteriores e Culto (assuntos burocráticos relativos à religião são tratados pela chancelaria):http://www.culto.gov.ar/dircatolico_normativa.php
Cristina Kirchner, em reunião com altos representantes da Igreja Católica na Casa Rosada. Presidente argentina tem relação de tensões e tréguas com o Vaticano. Mas, durante polêmicas da Lei de Mídia a Igreja ficou em silêncio (e, em alguns casos, a elogiou). Na foto acima, o bispo José María Arancedo, líder da Igreja Católica na Argentina, que no final do ano passado substituiu o cardeal Jorge Bergoglio. Na reunião Cristina reforçou sua posição contra o aborto (na contra-mão de diversos setores de seu partido e de grupos da oposição que pedem sua descriminalização).
MAIORIA ATEIA - Segundo uma pesquisa realizada em 2009 pelo governo, 76% dos argentinos foram originalmente batizados católicos. Mas, apenas 6% são praticantes.
A totalidade das igrejas evangélicas na Argentina não reúne mais de 10% da população. Mas, ao contrário dos católicos, o grupo evangélico é totalmente praticante. Os evangélicos argentinos não possuem uma bancada que os represente no Parlamento, e tampouco contam com redes de televisão.
Os ateus, no entanto, segundo a pesquisa, ultrapassam católicos e evangélicos praticantes, representando 11,3% da população.
O país conta com a maior comunidade judaica da América Latina – calculada entre 300 mil e 500 mil pessoas – além de uma presença muçulmana (estimada em 500 mil pessoas) nas províncias do norte e noroeste.
Até a reforma constitucional de 1994 a Carta Magna determinava que somente poderia ser presidente um católico apostólico romano. A reforma excluiu essa restrição.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Estado de saúde de Chávez coloca Venezuela em estado de alerta político


Chávez sofreu complicações durante a cirurgia, diz ministro

O procedimento durou seis horas - e um sangramento precisou ser controlado

O ministro da Comunicação venezuelano, Ernesto Villegas
O ministro da Comunicação venezuelano, Ernesto Villegas (Reuters)
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, sofreu complicações durante a cirurgia à qual foi submetido na última terça-feira em Cuba, para combater um câncer. Durante o procedimento, que durou mais de seis horas, um sangramento precisou ser controlado. A informação foi divulgada nesta quinta-feira pelo ministro da Comunicação, Ernesto Villegas.
"Atualmente, o paciente está em recuperação progressiva e favorável dos valores normais de seus sinais vitais", disse Villegas. O ministro explicou que a recuperação de Chávez necessita de tempo devido à complexidade da operação e por complicações no ato cirúrgico, ao surgir "um sangramento que requereu a adoção de medidas corretivas". Essa foi a quarta cirurgia do presidente desde que a doença foi diagnosticada, há 18 meses.
Esta é a primeira vez em que o governo dá detalhes sobre a operação de Chávez. O presidente sofre de um câncer que está situado na região pélvica. "Na medida em que continua a evolução propícia que está começando a se evidenciar, está prevista a aplicação de tratamentos adicionais para a restituição plena de sua saúde", completou Villegas.
O objetivo da mensagem, segundo o ministro, foi transmitir "sossego e esperança aos que torcem e oram pelo presidente". Mais cedo, ele havia afirmado que Chávez estava em"condições estáveis". Na quarta-feira, o vice-presidente, Nicolás Maduro, admitiu em comunicado transmitido em rede nacional de rádio e TV que Chávez enfrentará um pós-operatório "complexo" e pediu "unidade nacional".
(Com agências Reuters e EFE)

Uma noite cinzenta no Morumbi na final da Copa Sul-Americana

http://www.estadao.com.br/noticias/esportes,jornais-destacam-a-confusao-do-jogo-entre-sao-paulo-e-tigre,973155,0.htm

Jornais destacam a confusão do jogo entre São Paulo e Tigre

O Clarín, jornal argentino, ressalta depoimentos de jogadores envolvidos no conflito

13 de dezembro de 2012 | 13h 06
SÃO PAULO - A confusão envolvendo os jogadores do Tigre e a Polícia Militar no jogo dessa quarta foi destaque de vários sites de notícias pelo mundo. O Clarín, publicação argentina, colocou uma frase do presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, como manchete da seção de esportes: "A fuga dos argentinos é a nossa maior vitória". Para a reportagem do Clarín, os dirigentes do Tricolor estão "longe da autocrítica".
La Nación, outro periódico argentino, resolveu usar o ocorrido de ontem como gancho para os principais tumultos que já existiram no futebol sul-americano, com destaque para um jogo da Copa Sul-americana de 2003, disputado entre São Paulo e River Plate. Na ocasião, cada time teve três jogadores expulsos e o São Paulo acabou eliminado nos pênaltis. 
O tablóide inglês The Sun, famoso por manchetes pitorescas, fez uma brincadeira com o nome "São Paulo" e tranformou-o em "Sao POW-lo", fazendo referência às onomatopeias de lutas em histórias em quadrinhos.
La Gazzetta dello Sport, principal jornal de esportes da Itália desde 1896, chamou o ocorrido de "escândalo", enquanto o francês Le Monde ressalta a violência na final.

Lula, um Odorico Paraguacu involuntário... // Eugenio Bucci


EUGÊNIO BUCCI - 09/12/2012 10h00
TAMANHO DO TEXTO

“Apenasmente” Cajazeiras

Como um Odorico Paraguaçu involuntário, Lula se vê prisioneiro do culto de si mesmo

EUGÊNIO BUCCI 
EUGÊNIO BUCCI é jornalista e professor da ECA-USP (Foto: Camila Fontana)>>Trecho da coluna de Eugênio Bucci em ÉPOCA que está nas bancas
As irmãs Cajazeiras entraram para a história da telenovela brasileira em 1973, com O Bem-Amado, uma das criações geniais de Dias Gomes. As Cajazeiras eram três solteironas mal-amadas e reprimidas que andavam emboladas, como um ente mitológico de seis pernas e três cabeças, esgueirando-se pelas calçadas estreitas da fictícia Sucupira. As três, Dorotéia (Ida Gomes), Dulcinéia (Dorinha Durval) e Judicéia (Dirce Migliaccio), perambulavam aos fuxicos íntimos, praguejando contra os outros personagens e declarando seu amor ardente, louco e platônico (que depois enveredaria pelas vias de fato) ao “coroné” que mandava na prefeitura, o impagável Odorico Paraguaçu (Paulo Gracindo). Elas bem que remoíam seus ressentimentos contra os desmandos de Odorico – desmandos amorosos, inclusive – mas, fiéis como cachorras, não o criticavam publicamente. Jamais.
Agora, o espírito desgarrado das irmãs Cajazeiras parece querer sair da história da telenovela e ingressar na história do Brasil real. Os adoradores e as adoradoras que circundam a aura de Luiz Inácio Lula da Silva, como guardadores de uma imagem estacionada no meio-fio da política, carregam em silêncio eventuais dores e dissabores. Nunca ousam expressar em público uma letra, uma vírgula de discordância, mesmo que num discreto e mudo repuxar de sobrancelhas. A lealdade irracional e fervorosa desses (e dessas) tomadores (e tomadoras) de conta não cede. Todos e todas, possuídos e possuídas por sua devoção incondicional, numa idolatria que arrebata ateus e crédulos indistintamente, não deixam que se veja em seu ídolo um único lapso de um único desvio. O cenário é francamente grotesco. Blindaram Lula a tal ponto que o ex-presidente começa a lembrar, inadvertidamente, a figura caricata do bem-amado de Dias Gomes. Como um Odorico involuntário, cercado de elegias e apologias tão fanatizantes quanto patéticas, vê-se prisioneiro do culto de si mesmo. Tão refém que não tem o que dizer. Ou: não tem como dizer o que deveria dizer.

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Incompetência é erva daninha ou em linguagem moderna ... um vírus!


A praga da incompetência

9 de novembro de 2012 
Autor: Comunicação Millenium
pequeno normal grande
O suíço especialista em recrutamento diz que a falta de qualificação dos funcionários públicos nomeados por padrinhos políticos chega a ser mais danosa do que a corrupção
Egon ZehnederEscolher o melhor candidato para comandar estatais ou órgãos públicos deveria ser um processo muito mais cuidadoso e rigoroso do que o adotado pelas empresas privadas. Essa é a tese central defendida pelo suíço Egon Zehnder, um dos mais famosos headhunters do mundo. Dono de uma empresa de recrutamento com escritórios em 38 países, inclusive o Brasil, ele participou da seleção e escolha de presidentes de estatais e de instituições públicas da Inglaterra, da Austrália, de Singapura e da Suíça. Aos 82 anos, Zehnder entrevista, todos os dias, pessoalmente, candidatos às vagas de consultor em sua empresa. Defensor apaixonado da meritocracia, ele critica a proliferação de cargos de confiança na administração pública brasileira.
Veja – No Brasil, mais de 22 mil cargos do governo federal são de confiança (preenchidos por critérios políticos). Mais de um mil só no primeiro escalão. O que o senhor acha desses números?
Egon Zehnder – Mesmo considerando o tamanho do país, são números exageradamente altos. Na Suíça, onde moro, não existe um único cargo público que possa ser preenchido por alguém cuja única qualificação seja atender a critérios políticos.
Veja – Por que o excesso de cargos de confiança é ruim?Zehnder – Quando se fazem concursos públicos ou se adotam outros métodos objetivos de seleção, a chance de que os critérios utilizados tenham sido justos e adequados é maior. A sociedade precisa ter a garantia de que o escolhido é o mais capaz para desempenhar a função, conhece a área e já passou por várias situações parecidas com as que vai enfrentar no futuro. Exercer um controle rigoroso sobre os processos de recrutamento é algo plenamente possível. Mas é muito difícil ter esse domínio quando se precisa preencher dezenas de milhares de cargos. Se o eleito não tiver as exigências mínimas para a função, certamente a empresa ou instituição enfrentará percalços a curto, médio ou longo prazo. Nenhuma nomeação de diretor de estatal ou de autarquia deve ser 100% política.
Veja – Nomeações equivocadas são mais danosas no setor público ou no privado?Zehneder – A escolha errada de um funcionário de alto escalão traz mais consequências indesejadas em instituições governamentais. Elas têm um papel na sociedade que vai muito além dos interesses econômicos dos acionistas. Um erro na nomeação reduz a possibilidade de a empresa estatal ou o órgão público desenvolver seu papel social e limita a capacidade do país para alcançar seus objetivos estratégicos. Também leva a resultados decepcionantes em termos de volume de produção e no desenvolvimento interno de tecnologia. Uma pesquisa publicada na revista da Harvard Business School em 2001 mostrou que, entre os diversos fatores que determinam o desempenho de uma empresa e que podem ser controlados, a seleção dos gestores é a que tem a maior relevância estratégica. A escolha certa do presidente de uma empresa pode ter um impacto positivo de 40% no seu resultado.
Veja – Existe alguma relação entre corrupção e incompetência administrativa?
Zehneder – É claro que se devem selecionar sempre pessoas com integridade, para impedir fraudes, tanto no setor público quanto no privado. Estima-se que o custo da corrupção represente 5% do faturamento das companhias, um dado aviltante. Estatisticamente, porém, a corrupção é menos nociva do que a escolha de um gestor ineficiente.
Veja – Como assim?
Zehneder – Basta fazer a conta. Um trabalhador na linha de produção de uma fábrica que tenha todas as qualidades para o seu ofício produz 40% mais do que um funcionário-padrão. Pesquisas acadêmicas também têm mostrado que, quanto mais complexa é a tarefa, maior a diferença de produtividade entre os funcionários. Um bom vendedor de seguros consegue comercializar 240% mais do que um colega mediano. Para funções que exigem mais qualificação, como programador de computador ou gerente de contas em uma empresa de serviços, o aumento de produtividade pode ser da ordem de 1000% ou mais. Uma companhia que possui um quadro de pessoal sem brilho produzirá, portanto, uma fração de uma concorrente cheia de talentos. Ao se compararem esses números com os 5% de perdas provocadas por corrupção, fica claro o que é mais relevante. É absolutamente necessário combater a corrupção, mas também se deve evitar o escândalo oculto das nomeações de funcionários incompetentes, cujos efeitos chegam a ser piores do que os desvios éticos. Nesse sentido, o grande número de apadrinhados políticos no Brasil é um escândalo em si.
Veja – Em que países a seleção dos altos funcionários estatais é feita de forma mais profissional?
Zehneder – Em alguns países, as nomeações são feitas puramente por motivos políticos. Raramente, ou nunca, isso leva a bons resultados. Em outros, o processo é tão regulado e engessado que se torna difícil atrair bons candidatos. De modo geral, quanto mais o conceito de meritocracia está enraizado em uma sociedade, menos provável é que a população aceite pessoas ineptas para ocupar funções executivas. Meritocracia é um valor que anda de mãos dadas com os níveis de ensino. Uma sociedade bem-educada entende mais claramente as consequências desastrosas das nomeações erradas. Um ministro sem credibilidade em seu campo de atuação ou sem habilidade para montar uma boa equipe pode paralisar os serviços públicos sob sua responsabilidade. Uma população bem-educada não toleraria isso. Em pouco tempo os cidadãos perceberiam o que há por trás dos resultados decepcionantes, e futuras nomeações que não levassem em conta a meritocracia não seriam mais aceitas. Em países com baixo nível educacional, os erros de nomeação são a regra.
Veja – Esse é o caso do Brasil?
Zehneder – O Brasil já melhorou bastante. No setor de telecomunicações, até os anos 1990, os dirigentes das empresas eram todos escolhidos pela conveniência política e pela influência nos governantes. Em geral, eram deputados e senadores. A meritocracia não estava no jogo. Esse é um setor particularmente crítico, porque as decisões precisam ser rápidas e baseadas em tecnologias que se renovam rapidamente. Uma única decisão errada pode ser catastrófica para a empresa. Nesse período, antes da privatização, eu conheci o presidente de uma estatal brasileira que tinha todas as credenciais necessárias para o trabalho, mas que não conseguiu nomear um único membro do seu conselho de diretores com base em critérios objetivos. Todas as indicações que ele foi obrigado a fazer eram políticas. Como resultado, a empresa era ineficiente. Não havia linhas telefônicas suficientes para a população e o custo dos serviços era proibitivo. As privatizações mudaram essa realidade.
Veja – As estatais brasileiras hoje sabem contratar seus presidentes e diretores?
Zehneder - O cenário atual é bastante heterogêneo. Algumas empresas conseguem fazer boas escolhas. Um exemplo é a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), que tem capital aberto e é controlada pelo governo do estado. Mesmo com as leis restritivas que governam as companhias estatais, como a que impede os recrutadores de comparar os candidatos internos com os melhores do mercado, a Cemig tem feito um bom trabalho. Nossos consultores no Brasil, contudo, têm escutado muitos empresários de grandes companhias privadas queixando-se dos diretores das agências reguladoras. Algumas dessas nomeações foram tão equivocadas que o setor como um todo foi prejudicado. Faltam aos chefes das agências reguladoras brasileiras os conhecimentos básicos para poder dialogar com diretores de companhias privadas. Com isso, muitos investimentos acabam sendo adiados. Setores inteiros da economia passaram a ter um desenvolvimento aquém do seu potencial.
Veja – A legislação trabalhista brasileira dificulta muito as demissões. No setor público isso é praticamente impossível. Qual é a consequência disso para o desempenho das companhias?Zehneder – O consultor americano Jim Collins enumerou vários fatores que levam uma organização a obter sucesso. Colocar um grande líder no topo do organograma é apenas um deles. Também conta a capacidade de demitir os piores funcionários e manter os melhores. De preferência, nas posições certas. Uma companhia sem liberdade de dispensar as pessoas que não atendem às expectativas obviamente terá de operar de forma precária. Nessas situações, a qualidade dos produtos e dos serviços quase sempre é ruim. Um contexto em que é quase impossível demitir os funcionários não faz sentido no sistema capitalista. Nos países em que foram adotadas medidas para facilitar os processos de demissão, as empresas privadas e públicas ganharam competitividade. Foi o que ocorreu quando Silvio Berlusconi assumiu o governo da Itália na década de 90, após anos de administração socialista. Os lucros das empresas cresceram e elas puderam competir melhor no exterior. Na Inglaterra, o Partido Conservador, de David Cameron, substituiu o Partido Trabalhista no poder, há dois anos. Como essa mudança ocorreu recentemente, é cedo para analisar seus efeitos. Em geral, eles aparecem depois de quatro anos de reformas, mas acredito que serão positivos.
Veja – Para enfrentar uma profunda crise financeira, países como a Grécia e a Itália escolheram tecnocratas para conduzir o governo. Foram boas escolhas?Zehneder - Enquanto nos ministérios, nas estatais e nas fundações é preciso sempre ter um especialista na liderança, quem deve estar na chefia do governo são os políticos. As situações de crise extrema são uma exceção. Nesses casos, um tecnocrata, ou seja, um economista ou um administrador qualificado para a gestão pública, pode tomar uma série de decisões polêmicas e urgentes que seriam extremamente difíceis para os políticos tradicionais. Governar um país inteiro por muito tempo sem uma base de apoio política, contudo, é inviável. Pelas leis da democracia, o chefe de governo precisa ter uma base política ampla. Essa sustentação vem dos partidos políticos, dos sindicatos, das prefeituras e, acima de tudo, dos cidadãos. São eles que devem orientar as políticas públicas. A longo prazo, os tecnocratas devem ocupar apenas cargos de nível ministerial para baixo.
Veja – Nos países onde a presença do estado na economia é maior, há mais dificuldade para escolher as pessoas certas nas estatais e no governo?
Zehneder - Não necessariamente. Singapura tem uma economia muito controlada. Apesar disso, os diretores das estatais são cuidadosamente selecionados e estão sempre muito bem alinhados com as necessidades do negócio. O país tem um grande número de empresas públicas. Singapura tem um governo muito integrado ao mercado, e ao mesmo tempo é extremamente controlador. Trata-se de uma situação diferente da dos Brics (Brasil, Rússia, índia e China), que, em geral, são céticos em relação ao mercado e tampouco querem entregar o comando das empresas ao setor privado.
Veja – Como foi que Singapura, uma cidade-estado com 5 milhões de pessoas, conseguiu formar alguns dos melhores executivos do mundo?
Zehneder - Os fundadores de Singapura decidiram que, por serem pobres em recursos naturais e terem um mercado interno restrito, a única saída econômica era investir no talento humano. Então, enviaram os estudantes mais promissores às melhores universidades no exterior e por fim os contrataram para trabalhar dentro do governo. Depois de décadas de decisões acertadas no setor público, Singapura se tornou uma das nações mais competitivas do planeta. Esse processo disciplinado de formar, selecionar, e reter os melhores talentos na administração pública levou a uma transformação incrível. Singapura comprovou que a meritocracia no governo tem ótimos resultados. Esse caminho não foi o escolhido, por exemplo, pela Jamaica. Os dois países deixaram de ser colônia inglesa ao mesmo tempo, no início dos anos 1960. Eram duas nações situadas em ilhas subtropicais, igualmente pobres e com populações equivalentes. O que é a Jamaica hoje? Um país irrelevante.
Veja, 15/10/12

"Uma no cravo outro na ferradura" e vida que segue


Os royalties, a conta de luz e a dúvida de Garrincha

7 de dezembro de 2012 
Autor: Ricardo Galuppo
pequeno normal grande
Ricardo Galuppo
Às vezes é difícil entender o raciocínio do governo. Veja, por exemplo, o que está acontecendo neste momento com dois assuntos especialmente sensíveis. O primeiro deles é o da novela em torno dos royalties do petróleo.
O outro é o esforço de redução das tarifas de energia elétrica – que não terá a extensão que Brasília imaginava porque três empresas de energia, a Cesp, a Cemig e a Copel, se recusaram a aceitar o modelo proposto.
O que esses casos têm em comum? Observe: o veto da presidente Dilma Rousseff à decisão do Congresso de distribuir entre todos os estados os royalties do petróleo extraído no mar territorial brasileiro foi justificado pelo risco da quebra de contratos, que poderia levar o caso ao STF e provocar um nó judicial forte e duradouro.
Nunca ficou claro que contratos seriam quebrados. Mas esse foi o argumento utilizado para Dilma baixar uma medida que agradou não mais do que cinco e desagradou as outras 21 unidades da federação.
No caso das hidrelétricas, o raciocínio é o inverso: há contratos em vigor e eles garantem não só a exploração das usinas, mas, também, a renovação das concessões. Se no caso dos royalties o governo diz zelar pelos contratos, no caso da eletricidade, não vê problema em quebrá-los.
A redução das tarifas de eletricidade é fundamental para o Brasil e deve ser perseguida a qualquer preço
Sem querer atribuir a incoerência ao fato de o Rio de Janeiro ser governado por um aliado do Planalto, enquanto São Paulo (dono da Cesp), Minas Gerais (Cemig) e Paraná (Copel) estão nas mãos do oposicionista PSDB, é bom deixar claro que se trata de um caso nítido de pesos, medidas e valores diferentes.
Quando anunciou a intenção de baixar a conta de luz, o governo marcou para janeiro a entrada da medida em vigor. O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, chegou a afirmar que a providência vinha sendo estudada desde o tempo em que a presidente Dilma Rousseff era a titular da pasta, nos primeiros meses do primeiro governo Lula.
Ocorre que, para uma medida que consumiu tanto tempo de estudos, faltavam providências elementares: perguntar às partes envolvidas se elas concordavam com a nova regra do jogo.
Ou, para lembrar a pergunta ingênua do craque Garrincha ao treinador Vicente Feola, que explicava o que os jogadores da seleção brasileira deveriam fazer para bater o temido time da União Soviética na Copa do Mundo de 1958, faltou “combinar com os russos” se eles permitiriam que tudo saísse conforme o planejado.
O governo precisa aprender a negociar. A redução das tarifas de eletricidade é fundamental para o Brasil e deve ser perseguida a qualquer preço. Destinar parte dos royalties do petróleo aos estados que sairão perdendo com a revisão das concessões talvez fosse uma medida interessante.
Até porque o petróleo e a eletricidade estão sob o guarda-chuva do mesmo ministério. Mas isso só teria chance de o sucesso se a medida fosse proposta antes do problema ganhar a dimensão que ganhou. Agora é tarde.
Fonte: Brasil Econômico, 06/12/2012

A ética no Brasil segundo Roberto Abdenur ? Ouça...


“No Brasil, a ética é um déficit da educação”
A importância e os desafios da formação profissional no Brasil, segundo Roberto Abdenur. Ouça {lang: ‘pt-BR’}


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      Economista analisa o modelo de Parceria Público-Privada do governo Dilma Rousseff e reforça a importância das concessões
    • Democracia no BrasilDemocracia no Brasil 
      14 de setembro de 2012 
      O cientista político Paulo Kramer conta como enxerga a democracia brasileira e seus descompassos. Kramer fala também sobre representatividade nas eleições. Ouça abaixo:
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      Desafios na implementação das leis que tornam o Brasil mais transparenteDesafios na implementação das leis que tornam o Brasil mais transparente 
      12 de setembro de 2012 
      O Instituto Millenium realizou o seminário “Entre o formal e o real – Desafios na implementação das leis que tornam o Brasil mais transparente” no dia 3 de setembro, na [...]
    • Impostos municipaisImpostos municipais 
      6 de setembro de 2012 
      A consultora tributária Sueli Angarita, da Solução Fiscal, fala sobre impostos na esfera municipal.   Ouça abaixo:
      {lang: ‘pt-BR’}
      Voto branco e nuloVoto branco e nulo 
      31 de agosto de 2012 
      Neste podcast, o cientista político Eduardo Viola explica as principais diferenças entre voto branco e o voto nulo e como essas opções influenciam as eleições   Ouça abaixo:
      Saiba mais [...]
    • Lei da Ficha LimpaLei da Ficha Limpa 
      31 de agosto de 2012 
      O juiz Marlon Reis, do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), fala sobre a Lei da Ficha Limpa   Ouça abaixo:
      Saiba mais sobre este e outros temas [...]
      Lei de Acesso à InformaçãoLei de Acesso à Informação 
      31 de agosto de 2012 
      O secretário-geral da ONG Contas Abertas e especialista do Imil Gil Castello Branco explica a Lei de Acesso à Informação.   Ouça abaixo:
      Saiba mais sobre este e outros [...]
    • Leis de iniciativa popularLeis de iniciativa popular 
      31 de agosto de 2012 
      A advogada e professora de direito constitucional Roberta Kaufmann explica como funcionam as leis de iniciativa popular   Ouça abaixo:
      Saiba mais sobre este e outros temas importantes para [...]
      “A sociedade deve observar com mais atenção o poder Judiciário”“A sociedade deve observar com mais atenção o poder Judiciário” 
      27 de agosto de 2012 
      O cientista político e especialista do Imil Bruno Garschagen faz uma análise do julgamento do mensalão e relaciona o caso a outros escândalos políticos, ressaltando as particularidades que tornam o [...]
    • Millenium em Revista #20 – JuventudeMillenium em Revista #20 – Juventude 
      9 de agosto de 2012 
      Neste podcast, conversamos com Renê Silva, morador do Complexo do Alemão e jovem criador do jornal Voz da Comunidade. Conheça, também, a 21212, uma aceleradora de start ups do ramo de inovação e empreendedorismo digital, em entrevista com Felipe Lacerda, um dos sócios da empresa. E Bruna Tokunaga, da Cia de Talentos, fala sobre os principais desafios enfrentados pelos jovens hoje em suas carreiras.
      Millenium em Revista #19 – Economia criativaMillenium em Revista #19 – Economia criativa 
      24 de julho de 2012 
      Saiba mais sobre o setor e sua importância estratégica para o país. Conheça a primeira incubadora de empresas da economia criativa do Brasil.
    • Millenium em Revista #18 – CrowdfundingMillenium em Revista #18 – Crowdfunding 
      10 de julho de 2012 
      Nesta edição, saiba mais sobre o financiamento coletivo, uma alternativa econômica para a inovação e que poupa recursos públicos.
      Rio+20: Eduardo Viola fala com exclusividade ao ImilRio+20: Eduardo Viola fala com exclusividade ao Imil 
      4 de julho de 2012 
      O cientista político e especialista do Imil critica o posicionamento do Brasil na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. Para Viola, a visão ideológica que predomina na [...]
    • “O modelo atual, baseado em consumo, se esgotou”“O modelo atual, baseado em consumo, se esgotou” 
      2 de julho de 2012 
      Vitor Wilher, economista e especialista do Imil, critica medidas de incentivo ao consumo e afirma: “precisamos encontrar novas formas de crescer”.
      26º Congresso Brasileiro de Radiofusão26º Congresso Brasileiro de Radiofusão 
      27 de junho de 2012 
      Luis Roberto Antonik, diretor geral da Abert, faz um balanço do evento e fala sobre o marco regulatório da mídia e liberdade de imprensa.
    • Dia da Liberdade de ImpostosDia da Liberdade de Impostos 
      24 de maio de 2012 
      O tributarista Raul Velloso (foto) fala sobre a origem dos impostos e diz qual deveria ser o destino deles. Letícia do Amaral, do IBPT, analisa a complexidade do sistema tributário. E o ex-ministro Maílson da Nóbrega aponta para a necessidade de uma reforma tributária.
      Millenium em Revista #17Millenium em Revista #17 
      17 de maio de 2012 
      Nesta edição, Renato Pacca (foto) critica a CPI do Ecad. E conheça o Marco Civil da internet, projeto de lei colaborativo.
    • Ouça Gustavo Binembojm no ciclo “Liberdades”Ouça Gustavo Binembojm no ciclo “Liberdades” 
      8 de maio de 2012 
      O advogado foi o segundo convidado do ciclo “Liberdades”, promovido pelo Imil em parceria com a Casa do Saber Rio. Binembojm falou sobre “Liberdade Jurídica” e apresentou três linhas de [...]
      Especial com Nelson SirotskyEspecial com Nelson Sirotsky 
      2 de maio de 2012 
      Na semana do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, o Imil preparou um especial com artigos, entrevistas, videos e este podcast. Conversamos com Nelson Sirotsky, presidente do grupo RBS, que [...]
    • Millenium em Revista #16Millenium em Revista #16 
      26 de abril de 2012 
      Nesta edição, conheça o projeto “Maio Azul”, uma iniciativa do Instituto Atlântico, coordenado por Paulo Rabello de Castro (foto). E ainda, Gustavo Ioshpe aponta problemas estruturais da educação brasileira e Armando Castelar Pinheiro analisa os processos de privatização e estatização em Portugal e na Argentina.
      Fórum da LiberdadeFórum da Liberdade 
      16 de abril de 2012 
      A 25ª edição do Fórum da Liberdade discutiu o tema “2037: que Brasil será o seu?”. Neste podcast especial sobre o evento, conversamos com Ricardo Gomes, presidente do IEE, sobre [...]
    • Millenium em Revista #15Millenium em Revista #15 
      30 de março de 2012 
      Nesta edição, conversamos com o urbanista e especialista do Imil, Anthony Ling, sobre urbanismo e seu impacto social e econômico no projeto Cantagalo. Conheça também o Prêmio Jovens Inspiradores e [...]
      Especial Dia Internacional da MulherEspecial Dia Internacional da Mulher 
      8 de março de 2012 
      O Instituto Millenium preparou um especial sobre o tema, com destaque para as mulheres que integram nossa rede. Neste podcast, ouça entrevista com Poliana Simões, presidente do Conselho de Jovens [...]
    • Leandro Narloch responde #3Leandro Narloch responde #3 
      9 de fevereiro de 2012 
      Neste episódio, o jornalista fala sobre as controvérsias em torno da aquisição do território do Acre e seus reflexos no Brasil atual. Partindo de fatos históricos, Leandro Narloch demonstra como este [...]
      Leandro Narloch responde #2Leandro Narloch responde #2 
      26 de janeiro de 2012 
      No segundo episódio da série, o especialista comenta um dos capítulos do livro “Guia politicamente incorreto da História do Brasil” e você poderá participar enviando perguntas. O livro, que está na [...]
    • Leandro Narloch responde #1Leandro Narloch responde #1 
      12 de janeiro de 2012 
      Nesta série de quatro episódios vamos discutir o livro “Guia politicamente incorreto da História do Brasil”, do jornalista e especialista do Instituto Millenium, Leandro Narloch, e você poderá participar enviando [...]
      Ouça o Millenium em Revista #14Ouça o Millenium em Revista #14 
      27 de dezembro de 2011 
      Na última edição de 2011, ouça as opiniões de nossos especialistas, o economista Cláudio Considera e o cientista político Leôncio Martins e seus prognósticos para o próximo ano na economia [...]
    • Ouça o Millenium em Revista #13Ouça o Millenium em Revista #13 
      13 de dezembro de 2011 
      Nesta edição especial sobre o projeto “Imil na sala de aula”, conversamos com os participantes das quatro primeiras edições do projeto para saber como foi sua repercussão nas universidades por onde [...]
      Ouça o Millenium em Revista #12Ouça o Millenium em Revista #12 
      30 de novembro de 2011 
      Nesta edição, Juarez Dietrich fala sobre a proposta de reforma do Código de Processo Civil e suas possíveis implicações no Poder Judiciário. Conversamos, ainda, com Bárbara Cobo Soares, uma das pesquisadoras [...]
    • Ouça o Millenium em Revista #11Ouça o Millenium em Revista #11 
      15 de novembro de 2011 
      Nesta edição, Demétrio Magnoli fala sobre o projeto “Imil na sala de aula”. O sociólogo será o palestrante da próxima edição do evento, no dia 22 de novembro, e falará [...]
      Ouça o Millenium em Revista #10Ouça o Millenium em Revista #10 
      1 de novembro de 2011 
      Nesta edição, o cientista político e especialista do Instituto Millenium, Alexandre Barros, comenta a recente onda de protestos no Brasil e no mundo (Leia o artigo de Barros “Contra o que todo [...]
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    • 7º Colóquio – Ouça os debates na íntegra7º Colóquio – Ouça os debates na íntegra 
      14 de setembro de 2011 
      No dia 13 de setembro aconteceu na Fecomercio de São Paulo o 7º Colóquio do Instituto Millenium: “Voto Distrital ou Voto Proporcional?”. O evento contou com a presença de 13 [...]
      Leandro Narloch responde #1Leandro Narloch responde #1 
      12 de janeiro de 2012 
      Nesta série de quatro episódios vamos discutir o livro “Guia politicamente incorreto da História do Brasil”, do jornalista e especialista do Instituto Millenium, Leandro Narloch, e você poderá participar enviando [...]